
Equipe Focus
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Depois do decreto de extradição de Cesare Battisti para a Itália, assinado em dezembro passado ainda por Michel Temer, o Governo do Brasil promoveu nesta terça-feira, 23, outra leva de extradições de acusados de crimes comuns em seu país de origem. No caso, o Paraguai.
Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán são acusados na Justiça do Paraguai por terem sequestrado, em 2001, María Debernardi, esposa de um empresário. O status de refugiado político no Brasil foi concedido aos três em 2003, no primeiro ano do Governo Lula.
No Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, escreveu que o Brasil “não será mais refúgio para estrangeiros acusados ou condenados por crimes comuns… aqui não é terra sem lei”. Logo a seguir, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, comemorou: “Já é tempo de que eles retornem para prestar contas de seus atos diante da Justiça paraguaia”.
Para conseguir o refúgio, o trio alegou ter sido vítima de tortura e perseguição pelo governo do Paraguai. As autoridades paraguaias têm outra versão e alegam que eles faziam parte do EPP (Exército do Povo Paraguaio), organização terrorista que atua, sobretudo, no norte do país.
O Brasil não será mais refúgio para estrangeiros acusados ou condenados por crimes comuns (no caso, extorsão mediante sequestro), seja de Battisti, Arrom, Martí ou de outros. A nova postura é de cooperação internacional e respeito a tratados. Aqui não é terra sem lei. https://t.co/Ky5ngIx7Cy
— Sergio Moro (@SF_Moro) July 23, 2019







