Brasil recebe novo aporte do Banco Mundial para consolidar hub de hidrogênio verde no Ceará

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Foto: iStock

O fato: O Banco Mundial aprovou, nesta quarta-feira (9/7), em Washington, uma nova operação voltada à produção de hidrogênio verde no Brasil. O financiamento, no valor de US$ 134 milhões, será destinado à Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e ao Governo do Estado do Ceará, com foco em infraestrutura para atração de investimentos, geração de energia limpa e inclusão social.

Localizado no litoral cearense, o Complexo do Pecém desponta como um dos principais polos industriais e logísticos do país e avança para se consolidar como hub nacional de hidrogênio verde. A iniciativa reforça o papel do estado na transição energética brasileira e integra ações do Plano Verde do Ceará, do Programa Nacional do Hidrogênio e da Nova Política Industrial do Governo Federal.

“Estamos avançando de forma concreta na consolidação do hub de hidrogênio verde, que coloca o Brasil em posição de liderança na transição energética global”, afirmou Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

O financiamento internacional viabilizará obras estruturantes voltadas à produção de hidrogênio limpo e derivados, aplicando modelos já utilizados com sucesso em países como Chile e Índia. Além de apoiar a descarbonização de setores como transporte e indústria pesada, a operação tem foco no desenvolvimento de regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica, como o Nordeste brasileiro.

Segundo Jorge Coarasa Bustamante, Gerente de Operações do Banco Mundial no Brasil, a iniciativa fortalece políticas públicas sustentáveis e amplia oportunidades de emprego:

“Este programa ajuda a expandir oportunidades de trabalho e promove o crescimento limpo, especialmente em regiões historicamente deixadas para trás.”

Detalhamento dos recursos:

  • US$ 90 milhões em empréstimo do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento);
  • US$ 9 milhões em doação do Fundo Planeta Habitável (excedente do BIRD);
  • US$ 33,5 milhões em empréstimo dos Fundos de Investimento Climático (CIF), via Programa de Integração de Energia Renovável (REI);
  • US$ 1,5 milhão em doação do CIF REI.

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