
Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta quarta-feira, 31, que há atrasos do Instituto Butantan e da Fiocruz na entrega de vacinas contra COVID-19 e que, diante desse cenário, tentará comprar a Covaxin mesmo após a Anvisa negar certificação a fábrica da vacina indiana.
Em audiência virtual na Câmara dos Deputados realizada nesta quarta, Queiroga disse que o Ministério da Saúde fará uma consulta jurídica para saber se é possível importar a Covaxin, da fabricante Bharat Biotech, usando a lei que abre possibilidade de uso de vacinas com autorização no país de origem.
No Brasil, a vacina de Oxford é produzida pela Fiocruz e a CoronaVac pelo Butantan.
A Anvisa negou o certificado de boas práticas à Bharat Biotech. O documento é requisito para que o imunizante seja autorizado no Brasil. No entanto, há leis aprovadas ao longo da pandemia que abrem a possibilidade de uso de vacinas que já tiveram aval de determinadas agências reguladoras internacionais.
“A Anvisa fez esse reparo, precisamos esperar se vai haver algum tipo de contestação da parte da Índia. E uma vez decidida a Anvisa, se for o caso, em função da lei que autoriza vacinas que tenham autorização no país de origem, nós vamos consultar a assessoria jurídica se podemos manter a Bharat Biotech no nosso calendário de vacinação”, disse Queiroga, na audiência virtual.
O anúncio foi feito no momento em que o Brasil está perto de atingir a meta de Queiroga de aplicar 1 milhão de doses diárias de vacinas contra COVID-19.
O ministro disse ainda que intensificará as negociações com a Sputnik V, vacina russa que teve a certificação da Anvisa para a fábrica indicada onde serão fabricados o imunizante.







