Congelamento na tabela do IR afeta trabalhadores que ganham acima de dois salários mínimos

COMPARTILHE A NOTÍCIA

IMPOSTO DE RENDA. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O fato: Sem a aprovação da reforma do Imposto de Renda (IR), que só deve ser enviada ao Congresso após a votação do Orçamento de 2025, a tabela progressiva do tributo permanece congelada em 2024. Isso significa que trabalhadores com rendimentos acima de R$ 2.824, pouco menos de dois salários mínimos, continuarão pagando imposto neste ano.

Promessas adiadas: Isenção de até R$ 5 mil fica para 2025: Em novembro de 2024, o governo federal havia anunciado a intenção de elevar a faixa de isenção do IR para R$ 5 mil. Essa mudança seria parte da segunda fase da reforma tributária, que aborda ajustes no Imposto de Renda. Como contrapartida, o governo planejava introduzir uma alíquota de 10% para rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil, como forma de compensar o impacto fiscal da isenção ampliada.

Contudo, “inconsistências” nos modelos estatísticos apresentados pela Receita Federal levaram ao adiamento da proposta, conforme esclareceu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo pretende enviar o projeto ao Congresso em fevereiro ou início de março, após a aprovação do Orçamento.

Impactos do congelamento: A faixa de isenção do IR foi atualizada pela última vez em fevereiro de 2024, passando de R$ 2.640 para R$ 2.824. Apesar disso, as demais faixas de tributação permanecem inalteradas desde 2015. Na prática, trabalhadores com rendimentos acima de R$ 2.824, mesmo que recebam apenas dois salários mínimos, continuam sendo tributados.

Para compensar parcialmente a defasagem, a Receita Federal aplica um desconto simplificado de R$ 564,80 à renda tributável, o que mantém a isenção para quem ganha até dois salários mínimos. No entanto, o desconto é opcional, e contribuintes com deduções maiores, como dependentes, pensão alimentícia ou despesas com saúde e educação, podem optar por calcular o imposto de forma tradicional.

 

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Atlas/Bloomberg: Lula lidera 1º turno, mas entra na eleição com rejeição maior que aprovação

Data centers: Congresso começa a discutir política para setor que já movimenta mais de R$ 380 bilhões no Ceará

Ranking da Competitividade: Ceará muda de patamar, lidera Norte-Nordeste e bate à porta do top 10 nacional

TSE define tempo de TV; Lula terá maior exposição e pode ser trunfo de Elmano no Ceará

M. Dias Branco cresce em volume e fecha semestre com lucro de R$ 275 milhões

Pesquisa Focus Poder/Atlas: Lula é a maior força eleitoral do Ceará; Veja tudo

Pesquisa Focus Poder + Atlasintel para o Senado: diagnóstico em 13 pontos

Guimarães foi o protagonista da articulação que levou Luizianne à compor chapa governista

Ceará consolida elite da educação brasileira no Ideb; Brasil segue sem atingir metas do ensino médio

TRE rejeita tese do relator e mantém Federação União Progressista na chapa de Ciro Gomes

Quaest abre vantagem para Ciro, mas a campanha ainda reserva muitas variáveis

Emandas bilionárias e outros privilégios deve baixar índice de renovação de mandatos federais

MAIS LIDAS DO DIA

André Esteves vê “oportunidade de ouro” para levar Selic a 7% e cobra controle da dívida

Cobranças judiciais de dívidas privadas batem recorde no Brasil

Morre Carlos Monforte, pioneiro do telejornalismo brasileiro, aos 77 anos

PF investiga possível interferência de facção criminosa em campanha eleitoral no Ceará

Ciro Gomes será ouvido como testemunha em investigação sobre interferência de facções nas eleições

Cury corre por fora da raia e já entra no radar dos institutos para um possível 2º turno

Atlas/Focus Poder, Datafolha e Quaest: três pesquisas em campo no Ceará deixam mercado político nervoso

Chevrolet Joy EV: GM prepara novo elétrico para produção no Ceará

Segurança e voto: um casamento instável; Por Ricardo Alcântara