
Por Francisco de Queiróz Maia Júnior
Caso se fosse procurar na vida animal um ser que simbolizasse o Brasil em termos de competitividade, a tarefa seria difícil. Não vale sequer a comparação com o elefante, pois apesar de imenso ele é mais ágil do que parece, tem bastante inteligência e, quando precisa, faz prevalecer a sua força.
Essas qualidades andam em falta no nosso País. Entre 2012 e 2016, o Brasil perdeu 31 posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, passando da posição 48 para a 81 no concerto das nações. Causas principais? Marcos regulatórios atrasados, infraestrutura deficiente e baixa qualificação educacional.
É por isso que no Ceará estamos falando, em todas a oportunidades, sobre a importância de manter a capacidade de realizar investimentos em infraestrutura, melhorar a rede educacional e, mais recentemente, em criar uma economia baseada no conhecimento e um governo inteligente. E já há frutos desse esforço continuado.
Em 2017, das 100 melhores das escolas públicas de educação básica no Brasil 77 eram cearenses. E em cada três escolas estaduais, uma já funciona em sistema de tempo integral. Temos uma rede de ensino tecnológico considerável e três universidades estaduais expressivas, atuantes e bem distribuídas no território.
Há também uma rede logística muito promissora no Ceará – ancoradas no porto do Pecém; no aeroporto Pinto Martins; no cinturão de fibra ótica que hoje conecta quase todos os municípios e, com a chegada dos cabos submarinos internacionais, vão nos interligar diretamente à África, Europa, Estados Unidos e Mercosul.
Em termos de ajustes fiscais, investimentos em educação e infraestrutura, portanto, o Ceará hoje é um ponto positivamente diferenciado em relação ao Brasil – e principalmente no comparativo com a região Nordeste. Mas há outras questões que estão sendo trabalhadas para que possamos inovar em termos de competitividade.
Há em curso uma preocupação efetiva do governo cearense em melhorar o ambiente de negócios para investidores e na prestação de serviços público mais ágeis e melhores para os cidadãos. O secretário da Fazenda, Mauro Filho, por exemplo, está implantando um sistema de controle que ele assegura ser o mais avançado do mundo.
“A Fazenda vai ter em breve a informação de todas as transações comerciais realizadas ao longo do dia. O empresário, por sua vez, poderá ser alertado rapidamente se algo está em desacordo com a legislação. Assim ele poderá se antecipar, evitando o constrangimento de fiscalizações, autuações, multas”, explica Mauro Filho.
Essa atitude de facilitar a vida das pessoas e elevar a competitividade vem sendo abraçada com entusiasmo pelo governo cearense. Várias consultorias de renome internacional estão auxiliando secretarias estaduais a melhorar sistemas. Processos de aposentadoria, por exemplo, que demandavam anos vão passar a ser realizados em pouco meses.
Um dos principais grupos de arquitetura digital do mundo, o Gartner, nesse momento trabalha com o Governo do Ceará na montagem de um estado mais inteligente – aquele que usufrua melhor das tecnologias disponíveis no mundo e saiba responder com mais agilidades às demandas, em áreas que podem ir da Saúde à Segurança Pública.
Evidente que nem tudo em termos da chamada economia do conhecimento poderá ser adotado pelo Estado do Ceará. Mas é inquestionável que há uma vontade política vigorosa de elevar a competitividade cearense e manter a administração pública em posição de vanguarda em relação a alguns aspectos da vida nacional.







