
O fato: O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, segundo dados do Banco Central. O resultado é o pior valor nominal registrado desde 2014.
As transações correntes incluem a balança comercial, o setor de serviços e as rendas. O aumento do déficit foi puxado principalmente pela redução do superávit comercial, parcialmente compensada pela queda do déficit em serviços e pelo avanço da renda secundária. O déficit em renda primária permaneceu estável.
Os números: Na comparação com N 2024, o saldo negativo cresceu 3,9%. No mesmo período, a entrada de investimentos diretos no país alcançou US$ 77,7 bilhões, valor superior ao déficit registrado.
Além do investimento direto, os investimentos em carteira apresentaram ingresso líquido relevante em 2025, revertendo a saída observada no ano anterior e reforçando as fontes de financiamento externo.
O que pesou: Os gastos de brasileiros com viagens internacionais aumentaram ao longo de 2025, elevando o déficit dessa rubrica ao maior nível nominal desde 2014.
Apesar do crescimento do déficit, as contas externas permaneceram integralmente financiadas por fluxos de capital, indicando resiliência. Para 2026, a projeção do Banco Central aponta redução do déficit em transações correntes e manutenção da entrada de investimentos diretos.






