
Apesar de considerado um direito e um componente fundamental para a qualidade de vida, o acesso à água tratada é ainda um enorme desafio no Brasil. Internacionalmente, existem diversos de modelos aplicativos para democratização dos recursos hídricos. No Ceará, o ponto de partida foi o Sistema Integrado de Saneamento Rural, mais conhecido como Sisar.
O sucesso do modelo está na gestão compartilhada. Em resumo, o usuário do serviço é ao mesmo tempo beneficiário, além de responsável pela gestão do sistema através da representação da associação local junto ao Sisar.
A gestão comunitária de água impulsiona o desenvolvimento da região, o fortalecimento dos potenciais social, econômico e ambiental de uma região, município ou localidade, com a finalidade de ampliar a qualidade de vida de seus habitantes. Ele é gerado pelo esforço conjunto de pessoas e organizações que se sentem parte ou envolvidos com uma comunidade.
O Sisar constitui uma equipe executiva de caráter técnico, onde a partir do ganho de escala obtido são feitas as ações mais complexas de manutenção e controle de qualidade da água, o suprimento de insumos diversos (materiais e produtos químicos), o faturamento e o fluxo financeiro e ainda em termos sociais a capacitação permanente, a mediação de conflitos e a educação sanitária. As ações garantem suporte à operação realizada pelas associações filiadas e seus operadores locais.
É importante salientar que o meio rural é heterogêneo, constituído de diversos tipos de comunidades, com especificações próprias em cada região brasileira. Isso exige formas particulares de intervenção, tanto no que diz respeito às questões ambientais, tecnológicas e educativas, como de gestão e prestação de serviços de abastecimento comunitário de água.
Com a implementação do Sisar, Estado e municípios cearenses podem expandir os serviços públicos de abastecimento de água na zona rural obtendo melhoria da saúde, reduzindo as migrações das áreas urbanas e propiciando infraestrutura para o desenvolvimento do Interior.







