
O fato: O B20 Summit, evento preparatório para a 19ª reunião de cúpula do G20 no Brasil, debateu a regulação da inteligência artificial (IA) nesta quinta-feira (24), em São Paulo. Líderes de empresas de tecnologia expressaram preocupações e defenderam que a regulamentação da IA seja equilibrada, sem comprometer o desenvolvimento do setor.
Contexto: O evento reuniu representantes empresariais do grupo Business 20 (B20), o fórum oficial de diálogo do G20 com a comunidade empresarial. Cerca de mil representantes do setor participam do B20, que este ano transmitirá suas recomendações para a presidência do G20 em novembro, durante o encontro no Brasil.
Detalhes: Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, destacou que a IA pode ser uma ferramenta positiva para a sociedade, desde que seja regulada de maneira “ousada e responsável”. Ele lembrou o impacto do Marco Civil da Internet, sancionado em 2014, como referência para uma regulamentação equilibrada, que permita a evolução tecnológica sem ignorar questões de segurança e privacidade.
“O país terá mais capacidade de gerar valor se for um produtor ou um importador de tecnologia. No caso do Brasil, temos a capacidade de ter um salto enorme. Algumas pessoas não querem reconhecer isso, mas a sociedade brasileira é altamente digital”, afirmou Coelho, enfatizando a importância de uma regulação que impulsione o desenvolvimento nacional em tecnologia.
Fariba Wells, vice-presidente de Assuntos e Políticas Governamentais Globais da Kyndryl, pediu um cuidado especial ao observar o processo regulatório da União Europeia, que aprovou uma série de regras sobre IA em maio de 2024, incluindo obrigações de transparência e multas para empresas que violem as normas. Segundo Wells, é essencial que o Brasil busque harmonização e evite uma regulação excessiva que dificulte a inovação.







