Equipe da UFC vai à final de competição de inovação tecnológica na área jurídica, em Londres

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O time da UFC é um dos dois representantes brasileiros na final da categoria Inclusão. Foto: Divulgação.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Uma equipe formada por estudantes da Universidade Federal do Ceará e de outras instituições parceiras, sob coordenação do Centro de Empreendedorismo (CEMP) da UFC, conquistou uma vaga na final do Global Legal Hackathon (GLH), maior competição de inovação em tecnologia da área jurídica do mundo. O evento ocorrerá em Londres, em data a ser definida de acordo com o contexto da pandemia de COVID-19.

O resultado da semifinal foi divulgado na última segunda-feira, 22. Chamado AccessLegal, o time da UFC é um dos dois representantes brasileiros na categoria Inclusão ‒ a outra equipe brasileira é de Belo Horizonte (MG) e os demais grupos finalistas são oriundos de instituições dos Estados Unidos (4), Reino Unido (2), Alemanha, Espanha e Polônia.

O projeto da AccessLegal consiste em um aplicativo que facilita o acesso de pessoas com deficiência auditiva à justiça. A ferramenta (que leva o mesmo nome da equipe) funciona como uma espécie de “Uber” de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): quando o usuário procura a defensoria pública, ele é conduzido a uma tela interativa que o ajuda a agendar seu atendimento de acordo com a disponibilidade de intérpretes.

Em março, o projeto já havia sido campeão na etapa local do hackathon. De acordo com o grupo, a ideia surgiu a partir da constatação de que há milhares de processos judiciais parados simplesmente porque as pessoas com deficiência auditiva não conseguem se comunicar de maneira efetiva com o Poder Judiciário.

Ao mesmo tempo, milhares de empresas e instituições ainda descumprem aspectos de acessibilidade comunicativa, contrariando a lei sobre o tema. Estudo feito em conjunto pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, divulgado em 2019, aponta a existência de 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, dos quais 2,3 milhões têm deficiência severa.

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