Estado patrão e explorador

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Por Fábio Campos, no O POVO deste domingo

As eleições nacionais se avizinham. Ninguém sabe ao certo qual será a pauta que vai centralizar as atenções dos candidatos. Porém, é possível antecipar uma certeza: a maioria vai prometer mundos e fundos com um Estado tentacular, patrão, interventor e paternalista. Mais do mesmo que foi oferecido ao povo brasileiro ao longo de praticamente toda a história republicana nacional.

Com sorte, pode aparecer um ou outro concorrente que não vai propor fórmulas milagrosas, mas sim a mais óbvia promessa para combater os vícios estatais e estabelecer as virtudes das liberdades econômicas. No caso, desestatizar o País e a nossa política que, como de resto, é dependente do Estado. Não será preciso dizer muito. Basta mostrar o País que temos hoje após décadas e décadas de Estado interventor e baixo nível de liberdade econômica.

Sim, a pobreza no Brasil e a concentração de renda se relacionam muito mais com a intervenção do Estado na economia do que com razões supostamente estruturais. Puxemos dos arquivos duas passagens de artigos assinados por Odemiro Fonseca, gestor do Instituto Millennium, um think tank que promove valores e princípios liberais.

1-Ao longo de quase toda a nossa História, o Brasil escolheu imergir no pântano dos mercados internos fechados; substituição das importações; energia, petróleo, subsolo, indústrias, bancos como monopólios estatais; setores privados reservados e incentivados. Capitalismo de Estado e de compadrio. Políticas monetárias teatrais e inflação alta.

2 – Quem paga impostos e custos de regulamentação são os trabalhadores. Que são também os consumidores. Empresários apenas recolhem impostos e custos. No Brasil, da sua margem bruta, os empresários pagam aos seus trabalhadores metade do que recolhem em impostos. Quem explora os trabalhadores no Brasil são os governos.

Leia aqui o texto completo.

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