
Equipe Focus
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Um estudo feito por 15 instituições brasileiras, em conjunto com entidades britânicas, mostrou que Fortaleza foi uma das portas do COVID-19 no País. O documento foi publicado hoje, 23, na revista Science.
Pesou o fato de a Capital cearense ser um hub de conexões internacionais. “A maioria dessas introduções estimadas foi direcionada para Estados internacionalmente conectados, como São Paulo (36% de todas as importações), Minas Gerais (24%), Ceará (10%) e Rio de Janeiro (8%)”, destaca o documento.
Para realizar o estudo, os cientistas dividiram a COVID-19 em três grupos. O primeiro avaliou o vírus que circula em São Paulo. No segundo grupo, o patógeno se concentra em 16 Estados, entre eles Rio de Janeiro e Minas Gerais. No terceiro aparece o Ceará. Os especialistas realizaram o sequenciamento de 427 genomas do novo coronavírus SARS-CoV-2 de 21 no Brasil.
“O grupo 3 está concentrado no Ceará e cai em um cluster global com sequências principalmente da Europa. Na região amazônica, onde a epidemia está se expandindo rapidamente, encontramos evidências de várias apresentações nacionais e internacionais, com 37% de sequências dos estados do Pará e Amazonas agrupadas no grupo 1 e no 2”, pontua o estudo.
Segundo a pesquisa, os ancestrais comuns dos vírus nos três grupos brasileiros estavam no País desde o fim de fevereiro. As restrições de viajantes vindos do exterior, a partir de março no Ceará, pouco surtiriam efeito. “Isso indica que a transmissão dirigida pela comunidade já estava estabelecida no Brasil no início de março, sugerindo que as restrições internacionais de viagens iniciadas após esse período teriam um impacto limitado”, explica o relatório.
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