
O fato: O Ceará iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. Em janeiro, o Estado exportou US$ 152,97 milhões, alta de 49,3% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o estudo O Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Com o crescimento das exportações e a redução das importações, o déficit da balança comercial caiu para US$ 17,9 milhões, retração de 89,7% na comparação anual. É o menor saldo negativo para o mês desde 2021, aproximando o Estado de um cenário de quase equilíbrio nas trocas internacionais.
Base de comparação exige cautela: Apesar do resultado expressivo, o levantamento recomenda prudência na análise. Ao longo de 2024 e no início de 2025, o comércio exterior cearense enfrentou entraves operacionais na averbação de embarques, especialmente no setor de ferro e aço, o que gerou subnotificação de operações e impactou a base comparativa. Em janeiro deste ano, os registros apresentaram maior regularidade.
Ferro e aço lideram pauta exportadora: O setor siderúrgico foi o principal responsável pelo desempenho do mês, com US$ 72,4 milhões exportados, o equivalente a 47,3% do total embarcado. A normalização do fluxo nesse segmento foi decisiva para o crescimento observado.
Além da siderurgia, a pauta exportadora incluiu produtos tradicionais da economia cearense. Os calçados somaram US$ 17,6 milhões, as frutas alcançaram US$ 17,5 milhões e o grupo de ceras vegetais registrou US$ 7,9 milhões em vendas externas, praticamente estável na comparação anual. A cera de carnaúba respondeu por cerca de 97% desse total.
Principais destinos: Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações cearenses, com US$ 57,4 milhões, o equivalente a 37,6% do total. México e Canadá aparecem na sequência, impulsionados pelos embarques siderúrgicos. Países Baixos, Espanha, Reino Unido e China também figuram entre os principais parceiros comerciais.






