Ibovespa sobe 0,8% e retoma nível dos 126 mil pontos com NY, puxado por Itaú

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Bolsa de Valores. Foto: Pixabay
Bolsa de Valores. Foto: Pixabay

O Ibovespa recuperou o nível dos 126 mil pontos nesta tarde, na esteira dos ganhos firmes das bolsas de Nova York e da melhora no desempenho de ações ligadas a commodities. O grande destaque ficou para o setor financeiro, com a ação preferencial (PN) do Itaú Unibanco subindo mais de 2% à espera do balanço do segundo trimestre de 2024, a ser divulgado após o fechamento. Já ações cíclicas lideraram o vértice negativo, pressionadas pela inclinação na curva de juros após ata do Comitê de Política Monetária (Copom) mais hawkish (dura).

“Na parte da tarde, o Ibovespa conseguiu avançar com mais contundência, seguindo a aceleração da alta dos índices americanos”, avalia Eduardo Plastino, analista de renda variável da Alta Vista Research. Ele aponta que as bolsas de Nova York operaram em forte recuperação, com investidores tentando apagar o movimento de risk-off da véspera.

O maior responsável pela alta do Ibovespa em pontos, Itaú PN fechou com avanço de 2,22%. “Como o Bradesco entregou um bom resultado ontem, o mercado aposta que Itaú deve vir com bom resultado também”, afirma Rodrigo Moliterno, sócio fundador da Veedha Investimentos. Bradesco, por sua vez, estendeu o rali da véspera e subiu 3,42% (ON) e 3,31% (PN).

Para Moliterno, a melhora do Ibovespa na parte da tarde também ocorreu porque as ações mais associadas a commodities, que de manhã estavam mais fracas, “começaram a andar”. Petrobras, por exemplo, subiu 2,09% (ON) e 1,74% (PN), seguindo o desempenho do petróleo Brent (+0,24%, a US$ 76,48 por barril). Já Vale, que cedia pela manhã, inverteu o sinal e avançou 0,51%, acompanhando bom humor e pares no exterior.

Já o campo vermelho do Ibovespa foi liderado por Vamos (-10,03%), que apresentou um resultado consolidado negativo no segundo trimestre de 2024, segundo o BB Investimentos. Em seguida, aparecem setores mais sensíveis a juros e de empresas mais alavancadas, como GPA (-7,17%), Petz (-5,09%), Yduqs (-4,38%) e MRV (-3,78%), prejudicados pela inclinação da curva de juros, após ata do Comitê de Política Monetária (Copom) considerada hawkish.

O Ibovespa fechou em alta de 0,80%, aos 126.266,70 pontos, ante mínima de -0,01%, aos 125.261,37 pontos, e máxima de 1,35%, aos 126.966,28 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,4 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 0,96%; e no mês, de -1,09%.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

O silêncio de Cid Gomes não é dúvida. É método.

Carta a Trump: Mais um grave erro político de Flávio Bolsonaro

Camilo e Luizianne reabrem canal político após anos de distanciamento

A aposta do Ibmec no capital humano cearense

Fortaleza domina Enem 2025: capital ocupa as 3 primeiras posições do BR e tem 4 escolas entre as 10 melhores

Ibmec chega a Fortaleza e firma Ceará como polo nacional de educação, inovação e negócios

Pesquisa Atlasintel Piauí 2026: eleição praticamente resolvida a favor do PT

Pesquisa Focus Poder/Atlasintel explica decisão de Ciro e PSDB de manter distância de Flávio

PSD dos “Domingos” leva Comissão de Orçamento do Congresso e reforça musculatura para a vice no Ceará

Focus/Atlasintel: Lula abre larga vantagem no Ceará e reforça ativo eleitoral de Elmano para 2026

Pesquisa Focus/Atlas para o Senado Ceará: Cenários embolados com Cid favorito; sem sua candidatura, Luizianne salta

Pesquisa Focus Poder + Atlasintel: Ciro e Elmano empatam na corrida ao Governo

MAIS LIDAS DO DIA

Priscila Costa evita confronto e aposta em reaproximação no PL

Mercado reduz projeção da inflação pela primeira vez em 16 semanas

Datafolha: maioria prefere pagar menos impostos e contratar saúde e educação particulares

Hamas anuncia dissolução do governo da Faixa de Gaza após quase 20 anos

O silêncio de Cid Gomes não é dúvida. É método.

Exportações brasileiras aos EUA voltam a crescer após quase um ano de queda

Ceará como um dos elos da nova cadeia automotiva mundial e a bad trip da nossa política

Empresas estão comprando IA antes de organizar a gestão. Por Marcos Moreira