
Após uma sequência de cortes nos juros básicos da economia realizados pelo COPOM, que nos fez chegar na histórica taxa SELIC de 4,5%a.a., nosso Ministro da Economia, Paulo Guedes, decretou o fim do paraíso rentista no Brasil e, até ordem contrária, o final da confortável era dos rendimentos de 1% ao mês da renda fixa. A partir de agora, os investidores, ainda congelados frente a nova ordem, precisarão tomar posições mais arrojadas, ou seja, tomar risco, para manter as altas rentabilidades mensais e garantir ganhos reais acima da inflação. Digo isso, de um modo geral, os investimentos denominados de renda variável, como ações e fundos imobiliários, tido por muitos como o novo queridinho dos investidores, tendem a se beneficiar com os recentes cortes na taxa de juros com a possibilidade de eventuais novas baixas.
Fundos imobiliários. Anote esse nome. E se você esta se perguntando: Afinal, o que são fundos imobiliários? Eu lhe digo. Os FIIs (abreviatura utilizada pelo mercado) são fundos que possuem investimento em imóveis ou recebíveis do setor imobiliário, que remuneram os seus cotistas através de rendimentos mensais, similares aos aluguéis dos imóveis, e valorização de suas cotas. O shopping Iguatemi, situado no bairro Cocó em Fortaleza, é um bom exemplo de como funciona um FII, pois parte dele, hoje pertence ao fundo Vinci Shopping Centers. Ao comprar uma cota do fundo, o investidor está se tornando ‘dono’ de uma pequena parcela do imóvel, tendo participações nos lucros gerados pelo shopping. Outra vantagem de optar pela exposição ao setor através dos FIIs é o baixo valor nominal por cota, quando comparado ao valor necessário para aquisição de um imóvel, e possuir liquidez alta por possuir cotas negociadas diariamente em bolsa.
Da mesma forma que os FIIs dão ao investidor exposição aos lucros gerados e valorização dos imóveis, o mercado de ações é uma forma de comprar uma pequena parcela de uma empresa e ter participação em seus rendimentos. Através do mercado acionário é possível se tornar sócio de empresas como Itaú, Ambev, Petrobrás, e até as empresas que são orgulho regional, a M. Dias Branco e HapVida. Mas antes de migrar para esses tipos de investimento, é extremamente necessário que o investidor esteja ciente dos riscos que estão correndo e estejam devidamente assessorados em suas tomadas de decisões.







