No programa Focus Jangadeiro desta quarta-feira, um ouvinte perguntou para a deputada federal Luizianne Lins: “Você vota no governador Camilo Santana?”
Ela não pestanejou: “Se o Camilo se comprometer a apoiar o Lula ou o candidato do PT, eu votarei. Até porque, se não fizer isso, eu já coloquei que vou disputar essa posição [de candidato ao governo estadual], caso ele não saia do encontro [próximo sábado, dia 28] dizendo categoricamente – que até agora ele não disse – que vai apoiar o Lula ou o candidato do PT”.
Mais do que uma ameaça vazia, a fala de Luizianne, cirurgicamente dirigida à militância, é uma cobrança de engajamento partidário, de uma definição que deixe claro, de uma vez por todas, que entre Lula (ou um preposto) e Ciro Gomes, do PDT, Camilo escolhe o petista.
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Não há sinais de que o movimento da deputada tenha apoio do comando estadual para impor um constrangimento desses a Camilo e dificilmente ela conseguiria uma indicação ao governo estadual. O objetivo, portanto, é mesmo pressionar Camilo em nome de uma estratégia nacional e conseguir, de quebra, aprovar uma candidatura petista ao Senado.
De todo modo, convém ao governador não subestimar a situação. O petismo é conhecido por suas disputas internas. Se evitar o problema, silenciando ou tergiversando, dando a entender que prefere Ciro, o governador perde algum prestígio dentro do próprio partido; se optar pelo petismo, pedindo votos para o candidato do partido, corre o risco de colidir com os Ferreira Gomes, que controlam o PDT.
Às vésperas da eleição, não é uma situação confortável.
E vocês, acham que Camilo prefere quem? Lula ou Ciro?
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