Março, um mês ruim para o petismo? Por Emanuel Freitas

COMPARTILHE A NOTÍCIA

As águas de março estão à porta. Ainda estaremos no sábado de carnaval quando março chegar. Como se costuma pensar, “o ano só começa depois do carnaval”. Na política também se pensa assim, especialmente em se tratando de Congresso Nacional.

Contudo, as “águas de março” e sua tormenta parecem já ter chegado para o governo de Lula. Duas semanas seguidas com duas pesquisas de institutos de pesquisa dizendo a mesma coisa: o governo Lula 3 é crescentemente desaprovado pela população e, o que é pior, começa a crescer como desaprovado nos seguimentos que garantiram sua apertada derrota em 2022.

Águas turvas e revoltas para o governo; águas promissoras para a oposição, que já convoca “brasileiros” a irem às ruas daqui a um mês, um dia depois da “comemoração” dos 10 anos daqueles primeiros protestos que pediram a queda de Dilma Rousseff, em 2015.

Os dados das duas pesquisas (Genial Quaest e DataFolha) deram à oposição a oportunidade de fugir da bandeira única da anistia (para Bolsonaro) e do famigerado impedimento de Alexandre de Moraes e se enunciar como canalizador natural para expressão dos interesses dos descontentes com o governo federal.

Naquele março de 2015 estavam na boca dos ainda pouco manifestantes atos do governo Dilma que apontavam para um “estelionato eleitoral”: alta do preço do gás de cozinha e da energia elétrica, medidas “impopulares” levadas a cabo por Joaquim Levy (aquelas mesmas que a campanha petista havia posto no colo de Marina Silva) e as denúncias de corrupção que se avolumavam por ocasião da Operação Lava Jato.

Dez anos depois, é a mesma economia que confere oportunidade à oposição para lembrar aos brasileiros que o governo de Lula vai mal exatamente onde prometeu vencer Bolsonaro em 22. Se perder a capacidade de entregar melhorias concretas aos brasileiros exatamente na área onde se mostrava distinto de Bolsonaro, o governo de Lula poderá ver em breve manifestações que relembrem-no que, há pouco mais de uma década, é a direita brasileira (grandemente antipetista por definição) quem protagoniza movimentos de rua no Brasil.

Março de 2015, março de 2025. Lá como aqui reformas ministeriais gestadas, dificuldades com a base aliada, problemas de comunicação, presidentes da Câmara fortalecidos. Naquele cenário, Lula emergiria, meses depois, como “salvador” do governo de Dilma; em caso semelhante agora, a quem caberia tal função?

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

Atlas/Focus para presidente no Ceará: Lula amplia vantagem e chega a 60,8%; Flávio tem 28,9%

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

MAIS LIDAS DO DIA

Lunário Perfeito; Por Angela Barros Leal

Empresas têm até hoje (30) para definir regime tributário de 2027

Ceará deve receber 137 mil turistas no feriadão de Finados, alta de 17,7%

Priscila: de que se tratam o abuso e a tirania?

Desemprego cai para 5,2% no terceiro trimestre, menor taxa para o período desde 2012

Tarifa de embarque no Aeroporto de Jericoacoara sobe para R$ 59,96

bolsa de valores

O preço do amanhã no Brasil; Por Aline Lima