Metículas e levículas. Por F J Caminha

COMPARTILHE A NOTÍCIA

A nossa existência é uma prisioneira da memória genética celular herdada dos antepassados inseridos na gaiola da cultura de cada tempo. No meu caso, fui moldado na educação, na moral e na religião da tradição católica de minha geração que destacava que aos pobres estaria reservado o reino de Deus.

Reconheço que não me desvencilhei da prisão da moral interna inoculada pela cultura de minha formação, por isso carrego um fardo na psique que se consubstancia no medo e na culpa, nem mesmo consegui me desvencilhar das feridas de traumas como a síndrome da desaprovação parental, do parto apressado que tive e da religião. Ela é um freio que ajuda e atrapalha, mas afinal, o que e quem me livrará destes condicionamentos? Ou não tem jeito ou devo considerar como destino.

A resposta começa na renovação das crenças limitantes, mas realço três elementos que condiciona a vida neste planeta: o sexo, o dinheiro e o poder. Quanto ao sexo ainda sou portador das borbulhas do prazer mental conectado ao corpo. Quanto o dinheiro nunca fui amigo nem o persegui e o poder político que obtive não o exerci como predador. Um gestor com quem trabalhei me disse: – Caminha você é muito bom, precisa confrontar as pessoas e agir com sagacidade. Será que falta-me ser o “Metícula”, em vez de “Levícula”. “Metícula” é aquela pessoa realista, pragmática, ativa, esperta, um farejador para negócios e ganhar dinheiro. Já o “Levícula” é aquele passivo, idealista e servidor. Realmente, faltou-me ser mais o primeiro, por isso, levei mais na vida do que meti.

Sou o que sou e como já tenho mais passado do que futuro vou roer até caroço da fruta do tempo que me resta ao lado da família, dos meus amigos e realizando os empreendimentos que desejar com o tesão do prazer. Agora te pergunto:

Você é mais Metícula ou mais Levícula?

Francisco Caminha é escritor, advogado, especialista em Ciência Política e servidor público. Foto: Divulgação

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Lula lidera, mas Flávio encosta e vira principal rival, aponta Genial/Quaest; Polarização se mantém

Jogo aberto: PT acena ao centrão em movimento que mira a disputa do Ceará

Sánchez e a coragem de dizer o impopular; Veja instigante artigo do líder espanhol em defesa moral e econômica dos imigrantes

Cearense Pedro Albuquerque assume como CFO do Grupo Pão de Açucar

Pesquisa para o Senado: Wagner lidera em cenários movediços; Veja as simulações

Líder com folga em três cenários, Lula ancora o voto no Ceará

Nova pesquisa: Elmano lidera com a direita fragmentada e empata com Ciro em confronto direto

Série protagonistas: Romeu Aldigueri como fiador da estabilidade

A reorganização da direita e o estreito caminho até o centro

Luiz Pontes e o método do poder silencioso

Sombra ou fantasma: o que Cid Gomes realmente diz sobre Camilo deixar o MEC

Pesquisa Atlas: Lula não dispara, mas governa o tabuleiro; Veja os números

MAIS LIDAS DO DIA

De outros carnavais; Por Angela Barros Leal

O carnaval tributário e o custo da desatenção. Por Fredy Albuquerque

Custo da construção civil no Ceará sobe 1,49% em janeiro e pressiona setor em 2026

Recomposição do FGC após caso Banco Master custará mais de R$ 5 bilhões ao Banco do Brasil

Comércio varejista fecha 2025 com alta de 1,6%, aponta IBGE

Anvisa autoriza impressão de receituários controlados em gráficas pelos próprios prescritores

Recolho a pena de palpiteiro; Por Paulo Elpídio de Menezes Neto

Não existe “Nuvem”, existe Território: O recado de Davos e o dever de casa do Ceará; Por Mac Trigueiro

BTG compra 48% da MeuTudo e turbina fintech de DNA cearense