Na jangada das incertezas, avançar é o norte a se tomar! Por Erivelto Gonçalves Junior

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Erivelto Gonçaves Junior é advogado, sócio do escritório Cortez & Gonçalves Advogados Associados. Especialista em direito do trabalho e imobiliário. Graduado em Análise de Sistemas pela Universidade Sete de Setembro (UNI7). Atuante na mediação de conflitos em ações de natureza cível, familiar e soluções extrajudiciais em registros notariais.

Por Erivelto Gonçalves Jr
Post convidado

O viver seguro nos dias hodiernos se tornou uma incerteza, tudo é subjetivo. Esta geração percorre tropeçando em valores morais, sociais, éticos e jurídicos absolutamente adversos aos enfrentados por gerações passadas. Paciência, constância e equilíbrio devem ser os companheiros de todos neste terreno do jornadear diário, minado de indefinições, fato é que, em absoluto, coisa alguma, pode ser considerada confiável.

O que esperar do presente tempo nutrido pela superficialidade que não se pode confiar nem em uma assinatura com reconhecimento de firma, registro em cartório e testemunhas, quando em tempos próximos passados bastava tão somente um fio de barba ou uma palavra empenhada? Lamentavelmente nos nossos dias, a palavra, que é também escrita e, ainda assim muitas vezes não tem mais nenhuma implicação moral, sendo que para ser negada à noite, basta que tenha sido firmada pela manhã.

É neste enjoado balanço de jangada produzindo incertezas de forma certa e ininterrupta que estamos nós, meros seres mortais, lutadores e conquistadores do nosso tão querido e inflacionado pão de cada dia, buscando sobreviver, não obstante aprisionados, com este exagerado cenário de imprevisibilidade e mudanças nos deixando sem chão, vulneráveis e desamparados mesmo nas questiúnculas mais simples do nosso dia a dia.

O brasileiro é um ser excepcional pois ao tempo em que enfrenta fortes estações incertas é também capaz de usufruir, ainda que em lágrimas, das diversas marés que o mar desta vida lhe oferece. Sua liberdade está sendo cada vez mais tolhida em nome da moral, princípios e bons costumes ditados e entendidos por aqueles que se julgam ser seus legítimos defensores, quando na verdade são nestes jogadores do tabuleiro onde as incertezas habitam e as conveniências de suas próprias filosofias e vãs sutilezas gritam mais alto.

O final do enredo é sempre o mesmo. A realidade imposta por aqueles mesmos jogadores do tabuleiro se apresenta como impermanências num verdadeiro samba de alternância do que eu quero agora e de como vou querer a posteriori em uma salada mista de satisfação pessoal momentânea, não se importando, nem de longe, no impacto que suas vontades provocarão na vida de muitos, requerendo sempre e, sempre, por parte da população flexibilização, adaptação, ambientação e passividade. Até quando? Até o próximo desejo. Até o próximo interesse contrariado. E a sensação dos súditos, sempre será a mesma, de nunca pisotear em terra firme, andando sempre na contramão, como quê em corda bamba.

Nesta conjuntura de não muitas firmezas, mormente no âmbito jurídico, político e econômico quando tudo o que se vê são fenômenos que toldam a capacidade de enxergar o além, à semelhança de uma gravura inacabada, de um céu nublado, de um vidro, embora transparente, embaçado, encontramo-nos nós, tonteados pelos múltiplos venenos a nós injetados pelos que detém a seringa das decisões, o canhão do poder e a caneta que risca com tintas da opressão.

Avançar. Está é a palavra para todos. Avançar mesmo desconhecendo o que está no fim do caminho. Avançar pelas linhas de mais um capítulo embora não sabendo o fim do enredo. Avançar independente das pedras intelectuais postas propositadamente na estrada. Avançar em detrimento das feridas sanguinolentas com que nos feriram nossos irmãos de nacionalidade. Avançar e avançar esta é a beleza da vida, estar vivo e poder avançar para encontrar o propósito pelo qual fomos trazidos a este mundo e mesmo quando morto continuar falando da bravura, determinação e coragem por ter tido força de vontade de avançar e mudar. Somos brasileiros e avançamos, não desistimos e, apensar das injustiças, jamais desistiremos. AVANTE.

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