No Focus Colloquium, presidente da VCI prevê retomada do turismo e fala da inauguração do Hard Rock Hotel Fortaleza em 2021

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Samuel Sicchierolli, presidente da VCI SA. Foto: Divulgação

Átila Varela
atila@focuspoder.com.br

O turismo de lazer ainda sofre com os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Mas o mercado pode se restabelecer em, pelo menos, um ano e meio. A projeção é do presidente da VCI SA, Samuel Sicchierolli, feita durante o Focus Colloquium de hoje, 2.  A VCI é responsável pelo Hard Rock Cafe Fortaleza, assim como o megaempreendimento hoteleiro também da bandeira americana Hard Rock na praia de Lagoinha, em Paraipaba.

O executivo falou que alguns estabelecimentos vão conseguir se manter apesar de a taxa de ocupação não ser tão alta se comparada ao período anterior à COVID-19.

Samuel também detalhou o modelo multipropriedade, a relação com o Estado e a escolha para construção do hotel no Ceará. Abaixo, você confere alguns pontos da entrevista.

Executivo fala da recuperação da hotelaria no Brasil e sobre lockdown em municípios que vivem do turismo

“A recuperação vai ser lenta. Enquanto não tiver uma vacina ou remédio que deixem as pessoas com mais tranquilidade, elas terão um grande receio (de fazer turismo). Essa rampa de crescimento vai ser um pouco mais lenta do que as pessoas estão prevendo.”

“Algumas cidades do interior e que não tinham um volume alto de contágio entraram no lockdown. Foi um erro determinar um lockdown maciço para quem sequer tinha um caso. Devia ter sido um lockdown seletivo. Quem fez isso foi a China.”

Aquecimento do turismo de lazer, turismo de negócios e ocupação dos hotéis

“Você vai ter uma volta do turismo interno. Alguns países não estão liberando a entrada de brasileiros (vide a Europa). Esse mercado de turismo de lazer em um ano, um ano e meio, vai ser retomado. As pessoas vão deixar de viajar para o exterior por conta do câmbio e as demais restrições. Talvez o turismo de negócios não volte ao mesmo patamar (do turismo de lazer) e demore mais um tempo.”

“Os hotéis vão voltar com uma taxa de ocupação razoável. Alguns, no entanto, ficarão pelo caminho por conta da própria seleção natural do processo.”

Hotéis em locais turísticos

“Você tem hotéis bem localizados que vão sofrer, mas que continuarão recebendo turistas. Fortaleza tem um turismo muito forte. Qualquer hotel da Beira Mar volta (a ter um fluxo de visitantes). Os que vão sofrer são os hotéis mal localizados, que não oferecem serviços compatíveis.”

Obras do Hard Rock Hotel Fortaleza e inauguração

“As obras não foram paralisadas por conta da pandemia. Tivemos apenas um dia que fomos obrigados por conta de uma fiscalização de poderes. Reduzimos a quantidade de pessoas. A obra atrasou uns cinco meses mais em quantidade de equipamentos que é importado, além de fornecedores que tiveram dificuldades (em enviar os materiais). Estamos falando 42 mil itens que compõem o Hotel. A data final para abertura é dezembro de 2021.  Tudo vai estar 100% operacional.”

Modelo de multipropriedade e público comprador do Hard Rock

“Esse modelo tem mais de 50 anos, mas foi legalizado no Brasil apenas em 2018. É a mesma lógica para quem compartilha um barco ou uma aeronave: se não uso eles todos os dias, vou gastar R$ 2 milhões em um empreendimento de praia que não irei usar? Assim é com os apartamentos.”

“Trouxemos para o Brasil as marcas internacionais. O nosso foco é o cliente que já viajou (para o exterior). A decisão de compra dele é conceitual.”

“No Hard Rock Hotel Fortaleza, 44% dos compradores são do Ceará. 22% de São Paulo e 9% da Europa. O restante é pulverizado. A renda familiar dele (cliente) é de R$ 20 mil combinada (com a esposa). A média de idade é de 35 anos.”

Escolha para o Ceará abrigar o hotel da marca Hard Rock

“A própria marca pede que você tenha um estudo de mercado de demanda bem rigoroso. Você tem que fazer todo o estudo de distância do aeroporto, fluxo de turistas, diária dos hotéis. E o Ceará estava na nossa lista.”

“É um levantamento bem complexo que exige uma série de detalhes e que a gente não imagina no dia a dia. Ele também exige um protocolo de liberação.”

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