
Por Fábio Campos
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Diante da tragédia da violência que nos assola, pouca atenção foi dada a um fato de extrema importância e que merece ser muito comemorado. Há menos de um mês com as chaves do Pinto Martins nas mãos, a concessionária Fraport anuncia um investimento de R$ 800 milhões e a contratação de duas grandes construtoras (pena que não eram cearenses) para as obras de ampliação do Fortaleza Airport.
R$ 800 milhões é um valor notável para uma obra privada no Ceará. Na verdade, entre nós, poucas obras públicas alcançaram essa cifra. O fato é o seguinte: o aeroporto, um equipamento público, será ampliado e modernizado sem que o contribuinte coloque a mão no bolso.
Lembrem-se que a Fraport já havia pago R$ 425 milhões ao Governo Federal pelo direito de gerir o Pinto Martins. Há ainda o compromisso obrigatório de investir R$ 1,4 bilhão na modernização do equipamento.
Esse investimento não é o primeiro e único doce fruto da privatização do nosso aeroporto. Meio mundo sabe que a chegada do hub KLM-Air France e outros múltiplos voos de diversas companhias foi a consequência mais imediata.







