Pátria adquire controle da Solis e fortalece atuação nacional em FIDCs a partir de Fortaleza

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Delano Macêdo e Ricardo Binelli são sócios na Solis Investimentos. Imagem: Divulgação

Negócio com a gestora originada em Fortaleza, referência nacional em FIDCs, turbina estratégia do Pátria em um mercado que saltou de R$ 200 bi para quase R$ 800 bi em quatro anos.

O Pátria Investimentos anunciou a compra de 51% da Solis, gestora especializada em FIDCs — uma casa criada no Ceará e cuja principal estrutura operacional funciona na Avenida Santos Dumont, em Fortaleza. O movimento marca a entrada definitiva do Pátria em um segmento que virou febre no mercado de crédito.

A Solis administra hoje quase R$ 29 bilhões e crescerá cerca de 40% este ano. Fundada por Delano Macêdo e Ricardo Binelli, é uma das líderes nacionais em fundos de direitos creditórios e atende desde operações de maquininhas a consignado e estruturas imobiliárias.

Por que isso importa
O negócio faz o Pátria avançar em um mercado que:

• multiplicou por quatro seu volume desde 2020;
• já movimenta quase R$ 800 bilhões;
• transformou os FIDCs em rota alternativa ao crédito bancário num país com demanda represada de R$ 9 trilhões.

A Solis será incorporada ao ecossistema de originação de crédito do grupo, mas manterá marca, governança e independência técnica.

A frase que resume o momento

Delano Macêdo, fundador e sócio da Solis e um dos nomes mais respeitados desse mercado definiu por que os FIDCs explodiram no Brasil:

O mercado entendeu que os FIDCs fazem duas coisas importantes: dão proteção e pulverização ao investidor e oferecem uma capacidade de adequação única ao tomador.”

Essa combinação, segundo ele, é o que impulsiona o crescimento e sustenta a expansão acelerada da categoria.

O que o Pátria busca

Para o sócio José Augusto Teixeira, a Solis é peça-chave porque entrega escala e qualidade:

“Eles são líderes no segmento. A Solis criou uma plataforma que reflete mais de 20 anos de experiência.” O Globo.

O Pátria vê a operação como forma de:
• ganhar velocidade na originação,
• acessar um pipeline de projetos robusto,
• e integrar sua plataforma global (mais de US$ 50 bilhões sob gestão) à expertise cearense em crédito estruturado.

A compra inclui opção para aquisição dos 49% restantes em até três anos.

O recorte cearense
Grande parte do time da Solis — 2/3 dos 100 funcionários — atua em Fortaleza.
A estrutura na Avenida Santos Dumont sustenta a inteligência analítica, o motor de originação e a operação diária dos FIDCs. Não é apenas uma gestora nacional: é uma gestora cearense que virou referência nacional.

O que vem agora
Com a entrada do Pátria, a Solis deve expandir:
• operações multisacadas (com vários cedentes e múltiplos devedores),
• fundos de varejo — hoje já 25% da captação,
• estruturas de crédito consignado e imobiliário,
• e novos produtos para investidores que passam a acessar FIDCs desde a flexibilização da CVM.

O chamado mercado “fidicável” no Brasil é estimado em R$ 4 trilhões — e Solis + Pátria querem abocanhar uma fatia maior dessa fronteira.

Detalhe
O outro negócio do Pátria que se relaciona com o Ceará é o Data center no Complexo do Pecém (Zona de Processamento de Exportação — ZPE) em parceria com a Casa dos Ventos e a chinesa Byte Dance, que controla do Tik Tok. A mão do Pátria no negócio é a Omnia.

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