Pesquisa Atlasintel Senado no Ceará: disputa fragmentada, com liderança relativa e forte peso do segundo voto

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A seis meses da eleição, a corrida ao Senado no Ceará apresenta um quadro marcado por equilíbrio entre os principais nomes, ausência de liderança consolidada e alto grau de indefinição do eleitorado. As simulações da pesquisa Atlas/Focus — analisadas em conjunto — indicam que nenhum cenário se impõe sobre os demais. O desenho final dependerá das alianças e da dinâmica da campanha.


Cenário 1 — voto consolidado: liderança estreita e bloco competitivo

No primeiro conjunto testado, considerando a soma de 1º e 2º votos:

  • Cid Gomes: 19,9%
  • Roberto Cláudio: 14,6%
  • Alcides Fernandes: 11,8%
  • Eunício Oliveira: 8,7%
  • Ana Karina: 8,5%
  • General Theophilo: 6,3%
  • Branco/nulo: 23,4%
  • Não sabe: 6,8%

Cid aparece à frente, mas sem margem confortável. O dado mais relevante é estrutural: há um bloco intermediário consistente e um volume elevado de indecisão, que impede qualquer leitura de favoritismo.


Cenário 1 — primeiro voto: hierarquia inicial, mas aberta

Quando o eleitor indica apenas o primeiro voto:

  • Cid Gomes: 23,1%
  • Alcides Fernandes: 18,1%
  • Roberto Cláudio: 15,6%
  • Ana Karina: 10,4%
  • Eunício Oliveira: 9,6%
  • General Theophilo: 2,8%
  • Branco/nulo: 15,4%
  • Não sabe: 5%

Há maior concentração no topo, mas sem ruptura. Quatro a cinco candidatos seguem competitivos, especialmente na disputa pela segunda vaga.


Cenário 1 — segundo voto: indefinição elevada

No segundo voto, o cenário volta a se dispersar:

  • Cid Gomes: 16,7%
  • Roberto Cláudio: 13,6%
  • General Theophilo: 9,8%
  • Eunício Oliveira: 7,8%
  • Ana Karina: 6,5%
  • Alcides Fernandes: 5,5%
  • Branco/nulo: 31,4%
  • Não sabe: 8,7%

Mais de 40% do eleitorado não define o segundo voto, o que transforma esse espaço no principal campo de disputa da eleição.


Cenário 2 — voto consolidado: nova liderança, mesma fragmentação

Na segunda simulação, com другой conjunto de nomes:

  • Capitão Wagner: 20,9%
  • Luizianne Lins: 17,2%
  • Priscila Costa: 10,8%
  • Eunício Oliveira: 10,1%
  • Júnior Mano: 5%
  • General Theophilo: 4,5%
  • Branco/nulo: 26,2%
  • Não sabe: 5,3%

Wagner lidera, mas com padrão semelhante ao cenário anterior: vantagem limitada e forte presença de concorrentes próximos.


Cenário 2 — primeiro voto: maior concentração no topo

  • Capitão Wagner: 31,9%
  • Luizianne Lins: 27,8%
  • Priscila Costa: 9,7%
  • Eunício Oliveira: 9,1%
  • Júnior Mano: 4%
  • General Theophilo: 0,7%
  • Branco/nulo: 13,1%
  • Não sabe: 3,8%

Há maior polarização entre os dois primeiros, mas isso não resolve a eleição: a segunda vaga permanece aberta e dependente da redistribuição dos votos.


Cenário 2 — segundo voto: dispersão máxima

  • Priscila Costa: 11,9%
  • Eunício Oliveira: 11%
  • Capitão Wagner: 9,9%
  • General Theophilo: 8,4%
  • Luizianne Lins: 6,5%
  • Júnior Mano: 6%
  • Branco/nulo: 39,3%
  • Não sabe: 6,9%

Neste cenário, a indefinição é ainda maior:
👉 quase metade do eleitorado não escolhe o segundo nome


Leitura consolidada das simulações

A análise conjunta dos quadros revela padrões consistentes:

1. Lideranças relativas, não absolutas

Cid Gomes e Capitão Wagner aparecem à frente em cenários distintos, mas nenhum rompe a barreira que indicaria favoritismo consolidado.

2. Bloco intermediário competitivo

Há sempre múltiplos candidatos entre 8% e 15%, o que mantém a disputa aberta pelas duas vagas.

3. Segundo voto como variável decisiva

O alto índice de branco/nulo e indecisos no segundo voto é o principal fator de incerteza.
👉 a eleição será definida nesse espaço ainda não ocupado

4. Dependência de alianças

A vinculação com candidaturas ao Governo e à Presidência tende a reorganizar o quadro, podendo concentrar ou dispersar votos.


Conclusão

A seis meses da eleição, a disputa ao Senado no Ceará não aponta um favorito claro, nem um cenário dominante.

O que se tem é um quadro de equilíbrio estrutural, com múltiplas candidaturas viáveis e forte volatilidade eleitoral.

👉 As duas vagas seguem em aberto
👉 O segundo voto será decisivo
👉 E o resultado dependerá, sobretudo, da capacidade de cada candidatura de crescer dentro de um eleitorado ainda amplamente indefinido

Metodologia
A pesquisa Atlasintel ouviu 1.200 cearenses entre 27 e 30 de março. A margem de erro é de tres pontos percentuais para cima ou para baixo.

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