Pesquisa da UFC mostra que ácido do café e feijão verde pode prevenir déficits de memória

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Foto: Viktor Braga/UFC Informa

O fato: Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) descobriram que o ácido clorogênico, encontrado em diversos alimentos como café, chá e frutas cítricas, pode prevenir déficits de memória em casos de Alzheimer. O estudo, que analisou os efeitos do composto em camundongos, mostrou que ele protege os neurônios, reduz a neuroinflamação e aumenta os níveis da proteína BDFN, importante para a saúde neuronal. Os resultados foram publicados na revista Molecular Neurobiology e receberam menção honrosa no 48º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia.

Contexto: O Alzheimer afeta mais de um milhão de pessoas no Brasil e registra cerca de 100 mil novos casos por ano, segundo o Ministério da Saúde. Apesar dos avanços científicos, ainda não existe uma cura para a doença, e os tratamentos disponíveis se concentram em retardar sua progressão. O ácido clorogênico, um polifenol com propriedades neuroprotetoras, antioxidantes e anti-inflamatórias, tem sido objeto de pesquisas para novas terapias que possam auxiliar na redução dos sintomas do Alzheimer.

Resultados da pesquisa: A pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da UFC envolveu a indução de sintomas da doença de Alzheimer em camundongos. O tratamento com ácido clorogênico mostrou-se promissor: os animais que receberam a substância apresentaram uma menor taxa de morte neuronal, além de uma redução significativa na neuroinflamação. O estudo também identificou um aumento do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDFN), uma proteína essencial para o desenvolvimento e manutenção dos neurônios.

Perspectivas: Jéssica Rabelo Bezerra, autora da tese de doutorado que fundamentou a pesquisa, ressalta que, embora o estudo ainda precise de validação em humanos, ele representa um avanço importante para o entendimento das propriedades neuroprotetoras do ácido clorogênico. A professora destaca que o composto poderia ser utilizado como terapia adjuvante, ajudando a reduzir a neuroinflamação e a combater o estresse oxidativo, além de melhorar a sinalização da insulina no cérebro.

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