Pesquisa Genial/Quaest aponta temor de ação militar dos EUA no Brasil após ofensiva na Venezuela

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O fato: Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), revela que 58% dos brasileiros temem que os Estados Unidos possam realizar contra o Brasil uma ação semelhante à empreendida recentemente na Venezuela, onde forças americanas capturaram Nicolás Maduro após operação militar em Caracas.

O contexto: O levantamento foi realizado em meio à repercussão internacional da ofensiva norte-americana no território venezuelano, que reacendeu debates sobre soberania, intervenções externas e estabilidade regional. O cenário gerou apreensão em parte significativa da população brasileira quanto aos possíveis desdobramentos geopolíticos na América Latina.

O que dizem os dados: Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados defendem que o Brasil adote uma postura neutra diante do conflito entre Washington e Caracas. Outros 18% avaliam que o país deveria apoiar os Estados Unidos, enquanto 10% defendem oposição à ação militar.
Em relação à ofensiva contra a Venezuela, 46% afirmam aprovar a intervenção, ao passo que 39% desaprovam.

Avaliação do governo: Após os ataques, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente a operação, classificando a ação como uma violação do direito internacional. A posição do governo, no entanto, divide opiniões: 51% dos entrevistados consideram a postura de Lula equivocada, enquanto 37% a avaliam como correta.

Recorte político: As respostas variam de acordo com o posicionamento ideológico dos entrevistados. Entre eleitores de esquerda não alinhados ao lulismo, predomina a avaliação positiva da reação do governo. Já entre entrevistados que se identificam como de direita não bolsonarista, a reprovação à postura oficial é amplamente majoritária.

Impacto eleitoral: Para 24% dos brasileiros, a atuação do governo diante da crise internacional pode influenciar o voto nas próximas eleições. A maioria, contudo, 71%, afirma que o episódio não altera sua decisão eleitoral.

Metodologia: A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros, com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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