
Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
A Polícia Federal apura se o senador Renan Calheiros recebeu parte uma propina no valor de R$ 4 milhões supostamente paga pelo Consórcio Estaleiro Rio Tietê em Araçatuba, no Estado de São Paulo, em um contrato com a Transpetro.
De acordo com a Veja, um inquérito, em tramitação no STF desde maio de 2020, investigava se o atual relator da CPI da COVID no Senado havia recebido doações eleitorais ilícitas por empresas do consórcio.
Contudo, com o avanço das investigações, a PF reformulou a linha e, por enquanto, descartou irregularidades nos repasses eleitorais.
Um relatório enviado pela delegada Lorena Lima ao STF na semana passada indicou que a mudança no rumo do inquérito está baseada em relatos de Sérgio Machado, ex-senador e presidente da Transpetro. Ele ficou à frente do comando da estatal entre 2003 e 2015. Machado tinha apoio político de Calheiros.
“Segundo Machado, após a assinatura do contrato com o Consórcio Estaleiro Rio Tietê para construção de barcaças, em 23 de novembro de 2010, ele pediu ao empresário Wilson Quintella, sócio-administrador do consórcio, em torno de 1% de propina sobre acerto. O valor equivalia a cerca de 4 milhões de reais e foi pago em espécie, de acordo com o delator. Sérgio Machado explicou o pedido de valores a partir da necessidade de “apoio financeiro” das empresas para que ele mantivesse o “apoio institucional” dos políticos na presidência da estatal, entre eles Renan Calheiros”, destaca um trecho da reportagem.







