
Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou requerimento do senador Eduardo Girão (Pode-CE) para a realização de audiência pública sobre o possível impacto, no comportamento infanto-juvenil, de jogos eletrônicos.
O debate surgiu após o ataque de dois atiradores a uma escola de Suzano, São Paulo, no último dia 13 de março. No episódio, oito estudantes da escola foram mortos, além dos próprios atiradores.
O Senado também fez uma enquete no Facebook com a pergunta: games violentos influenciam o comportamento?
A resposta parcial aponta que 86% dos internautas acreditam que não há relação entre o comportamento violento dos jovens e a influencia direta dos jogos. A enquete se encerra em seis dias.
Pesquisa de Oxford
Enquanto o Senado prepara o terreno para o debate, estudo do Oxford Internet Institute, apontou que não há ligações entre os jogos com conteúdo violento e o comportamento agressivo dos gamers. A pesquisa foi publicada na Royal Society Open Science.
“A ideia de que videogames violentos incitam agressões no mundo real é popular, mas isso não foi muito bem testado com o passar do tempo”, afirmou o professor Andrew Przybylski, diretor de pesquisa do Oxford Internet Institute que liderou as pesquisas. A iniciativa levou em consideração tanto relatos dos jovens quanto registros de parentes e cuidadores para determinar o nível de agressividade de cada pessoa.
“Nossas descobertas sugerem que os preconceitos de pesquisadores podem ter influenciado estudos anteriores sobre o tópico e distorceram nosso entendimento dos defeitos dos videogames”, afirmou o Dr. Netta Weinstein, um dos coautores do trabalho que trabalha na Universidade de Cardiff. “Parte do problema na pesquisa de tecnologia é que há muitas maneiras de analisar os mesmos dados, o que vai produzir diferentes resultados”, observou Przybyslki.
Com informações da Voxel







