Pecém vai receber usina termelétrica a gás de R$ 6 bilhões com operação prevista para 2030

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O fato:
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém receberá uma nova usina termelétrica movida a gás natural, em investimento estimado em R$ 6 bilhões. O anúncio foi feito durante a apresentação dos resultados portuários de 2025 e reforça a estratégia do Ceará de consolidar o Pecém como um dos principais polos energéticos e industriais do país.

Batizado de Projeto Jandaia, o empreendimento será executado pelas empresas Eneva e Diamante, que atuam na cadeia do gás natural e da geração de energia elétrica.

Capacidade e cronograma:
A previsão é que as obras comecem ainda no primeiro semestre, com operação comercial prevista para 2030. A nova planta terá capacidade superior à soma das quatro usinas térmicas atualmente em funcionamento no complexo e deverá consumir cerca de 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano.

A confirmação do projeto depende da contratação no leilão de reserva de capacidade promovido pelo Governo Federal, marcado para 18 de março. Caso seja selecionado, o cronograma prevê a injeção de energia no sistema elétrico nacional a partir de 2030.

Novo píer e FSRU:
O pacote de investimentos inclui ainda a construção do chamado Píer Zero, com aporte estimado em R$ 430 milhões. A estrutura será dedicada à movimentação de gás natural e contará com um navio do tipo FSRU, unidade flutuante de armazenamento e regaseificação, que ficará ancorado para garantir o suprimento contínuo às térmicas.

A expectativa é que o volume de gás movimentado supere a demanda da nova usina, permitindo também o fornecimento para indústrias já instaladas e atraindo novos empreendimentos para o entorno do complexo.

Estratégia industrial:
O avanço do projeto ganhou impulso após a aquisição da iniciativa pela Eneva, que acelerou as tratativas e consolidou a parceria com a Diamante. A nova configuração societária destravou etapas que estavam paradas e reposicionou o investimento como prioridade dentro do planejamento estratégico do Pecém.

A disponibilidade de energia e gás a preços competitivos é vista como diferencial na atração de novos investimentos industriais para o Ceará.

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