
País pode ultrapassar o Canadá após crescimento acima do esperado no primeiro trimestre
O Brasil deve retornar à lista das dez maiores economias do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings. A expectativa é que o país ultrapasse o Canadá e reassuma a 10ª posição no ranking global medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) em dólares correntes.
A projeção ganhou força após a economia brasileira registrar crescimento de 1,1% no primeiro trimestre deste ano, resultado acima das expectativas do mercado.
Brasil teve um dos maiores crescimentos entre as principais economias
Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil apresentou o sexto maior crescimento econômico no período de janeiro a março de 2026, ficando atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China.
O desempenho superou o de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação dos investimentos.
Diferença para a Rússia é pequena
Pelas estimativas do FMI, o Brasil deverá encerrar 2026 com um PIB de US$ 2,637 trilhões, muito próximo da Rússia, projetada em US$ 2,655 trilhões.
Caso as projeções se confirmem, o país poderá alcançar a nona colocação em 2027, ultrapassando a economia russa.
Câmbio influencia ranking
O levantamento considera o PIB em dólares correntes, o que faz com que a taxa de câmbio tenha impacto direto na posição dos países.
Quando o real se valoriza frente ao dólar, o tamanho da economia brasileira em moeda americana aumenta. O mesmo fenômeno contribuiu para o avanço da Rússia nos últimos anos.
Apesar da possível volta ao top 10 mundial, o Brasil segue distante das economias mais ricas em renda por habitante. Segundo o FMI, o PIB per capita brasileiro foi estimado em cerca de US$ 10,7 mil em 2025.






