
O governo dos Estados Unidos concluiu um relatório que recomenda a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando a existência de práticas consideradas desleais ao comércio norte-americano. A proposta foi elaborada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Motivos apontados pelos EUA
No documento, os norte-americanos listam seis pontos que, segundo o governo dos EUA, restringem ou prejudicam o comércio do país:
- Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo críticas ao Pix e a decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais;
- Tarifas aplicadas ao etanol importado dos Estados Unidos;
- Acordos tarifários preferenciais concedidos pelo Brasil a países como México e Índia;
- Falhas no combate à corrupção;
- Proteção insuficiente à propriedade intelectual e combate à pirataria;
- Persistência do desmatamento ilegal.
Produtos isentos
A proposta mantém uma lista de exceções semelhante à apresentada anteriormente pelo governo do presidente Donald Trump. Entre os produtos brasileiros que devem permanecer isentos da tarifa estão:
- Café;
- Carne bovina;
- Frutas tropicais;
- Petróleo;
- Minério;
- Terras raras;
- Fertilizantes;
- Produtos farmacêuticos.
Prazo para negociação
O Brasil terá até 15 de julho de 2026 para apresentar medidas consideradas satisfatórias pelo governo norte-americano e tentar evitar a entrada em vigor do tarifaço.
A proposta faz parte de uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos e amplia a pressão sobre temas econômicos, ambientais e regulatórios envolvendo a relação bilateral entre os dois países.






