
Equipe Focus
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Diversas denúncias de agressões verbais e ameaças físicas aos profissionais de saúde em todo estado chegaram, durante as últimas semanas, ao Sindicato dos Médicos do Ceará.
Com a alta demanda do período de sazonalidade das viroses, a espera nos atendimentos se torna a principal motivação das ocorrências. Segundo os médicos, as equipes não conseguem acolher o alto fluxo de pacientes, gerando queixas e intimidações.
De acordo com o presidente da entidade, Dr. Leonardo Alcântara, a busca de ações preventivas e de proteção nos ambientes de trabalho é frequente.
O Sindicato trabalha diariamente para que princípios da solidariedade e melhor assistência das pessoas e trabalhadores da área da saúde prosperem.
”Embora a pandemia tenha despertado o sentimento de gratidão por parte da sociedade aos médicos, o que observamos é o crescimento dos casos de violência, ameaças e ofensas contra os profissionais”, destaca.
Situação em Paracuru
O Sindicato encaminhou, na última sexta-feira, 29, um ofício à direção da Santa Casa de Canindé, responsável por administrar o Hospital Santa Casa de Paracuru, denunciando a grave situação de desabastecimento de medicamentos, materiais e insumos básicos. De acordo com o Sindicato, o hospital é responsável por atender grande parte da população do município de Paracuru.
Conforme denúncias recebidas pela entidade, a unidade hospitalar está sem soro fisiológico, medicação de sedação e medicação de analgesia, entre outros. No entanto, a situação está gerando aborrecimento dos pacientes, ocasionando, diariamente, episódios de violência verbal e física.
Insegurança no Albert Sabin
Ameaças de familiares de pacientes são frequentes aos profissionais do Hospital Albert Sabin, segundo denúncias ao Sindicato. A entidade sindical encaminhou, à Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) e à direção do Hias, um ofício cobrando celeridade na contratação de mais médicos, reformulação no fluxo de atendimento e reforço na segurança. O órgão ainda sugeriu acrescentar plantonistas à tarde, seguranças na porta de consultórios e mais médicos no pronto-atendimento para dar vazão ao público caracterizado com perfil “D”.
Hospital da Criança
O Hospital da Criança encontra-se em um déficit de profissionais da enfermaria e emergência. O equipamento possui, no máximo, quatro médicos na enfermaria e, na emergência, dois ou três – devido à alta demanda, com pacientes em estado grave entubados na sala vermelha, o ideal seriam quatro ou cinco médicos. A situação ocasiona ameaças aos médicos por parte dos pais das crianças.
Em resposta, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – Programa de Atenção Primária à Saúde (SPDM/PAIS), atual gestora do Hospital da Criança de Fortaleza, disse que, com o intuito de garantir o zelo do patrimônio público e a segurança da equipe, solicitou à SMS o apoio da Guarda Municipal.






