
Por Freitas Cordeiro
Post Convidado
Meus amigos e amigas, bom dia!
Ao encaminhar “meu bom dia” do último sábado ainda não tivera notícia da chacina ocorrida durante a noite/madrugada anterior, em nossa Fortaleza. Porém os fatos daqui, do Rio, de Vitória, do restante do País, somente agravam e confirmam o raio X de nossa realidade nacional.
É com tristeza, preocupação crescente e muita responsabilidade que comento os laudos radiográficos que retratam o estado clínico terminal deste “paciente” que todos amamos: BRASIL. Ainda há alguma possibilidade de recuperação?
Permaneço ativado por uma grande carga de esperança, combustível indispensável à composição de meus sonhos.
Qual Martin Luther King, naquele transe, contemplei o Brasil atordoado levantar-se de seu berço esplêndido, despertado pela grita ensurdecedora de seus filhos e pelo matraquear das armas, ceifando vidas inocentes, corroendo e acarretando desmoronamento de todas instituições públicas, sem exceção.
Vi uma legião de eleitores conscientes manejando a única arma que lhes resta, embora de eficiência comprometida em razão da munição manipulada em “laboratórios suspeitos”, mas, mesmo assim, ainda capazes de decepar violões e espertalhões. A faxina não era total, contudo, com mais um pouco de “crinolina” o ar ia ficando respirável.
Assisti ao executivo renovado aplicando as finanças publicas em obras de infraestrutura, saúde, educação, habitação, rodovias pavimentadas sobre base sólida e pontes ligando o aqui com o depois.
Presenciei as casas legislativas, das mirins às de maior instância, debatendo temas de interesse da coletividade, com seus parlamentares percebendo remuneração compatível com suas funções.
Deparei-me com um Judiciário ocupado em todas as instâncias por magistrados probos, competentes, embuídos de princípios éticos norteando todas suas decisões.
Ministros das mais Altas Cortes respeitando a honorabilidade de seus cargos, distribuindo a Justiça com imparcialidade, jamais antecipando e colocando seus votos nas bandejas de suspeitas negociações.
E o povo irradiava uma felicidade como há muito não se via! Os meios de produção nos limites de sua operacionalidade, o comércio efervescente, os empregos preservados, não havendo espaço para a malandragem, o tráfico de drogas. Os presídios cumprindo sua função punidora e recuperadora.
As garantias constitucionais restauradas, o direito de ir e vir assegurado, o território nacional pacificado, o cidadão podendo exercer o lídimo direito de defesa de sua vida e a de terceiros.
Mas, por que compartilho aquele sonho com vocês? Ora, aprendi que sonho sonhado sozinho é apenas um sonho. Sonho que se divide é uma esperança que se cultiva, é um acreditar no amanhã, é um escalar a um porvir risonho, é um convite à terra do nunca…
Mas, “que tiro foi esse”? Qual a diferença entre a morte de Marielle Franco, para a das Marielles, dos Josés, dos Joãos, das Marias, dos Raimundos… que acontece todos os dias nesta “guerra civil” deflagrada e que se teima em não declarar ?
Pense nisso…
Freitas Cordeiro é empresário e líder classista







