Temos que ser missionários, por Raul dos Santos Neto

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Raul dos Santos Neto
Raul dos Santos Neto, vice-presidente Institucional do Ibef Ceará e diretor da CBPCE Câmara de Comércio Brasil Portugal. Foto: Divulgação

Em todas as profissões, ao se formar, os jovens cumprem o ritual do juramento que por vezes tem sido esquecido. Em geral, esses juramentos são voltados para o coletivo e bem estar social. Sendo assim, na medicina, os jovens médicos consagram sua vida ao serviço da humanidade, a saúde e bem estar de seus pacientes. Na economia, os formandos declaram usar de sua profissão como instrumento de bem estar social e econômico de povos e nações.

Os engenheiros por sua vez, se comprometem a jamais esquecer de trabalhar para o bem da humanidade respeitando a natureza, com foco no homem e no ambiente em que vivemos. Os advogados se comprometem a exercer a advocacia de forma ética, defendendo a constituição, os direitos humanos, justiça social, rápida administração da justiça, dentre outros.

Diante desse contexto, todos nós, independente de profissão, temos que assumir nossa função de missionários para amenizar esse momento de crise, promovendo a breve retomada dos negócios. Os missionários possuem características importantes e carentes aos tempos modernos, com destaque para: saber ouvir, acolher pessoas, esperar, crer na vida, não desanimar, ser coerente, trabalhar em prol do outro e ter fé.

Estamos precisando de missionários para dialogar, sabendo adaptar-se às culturas e aos ambientes preservando os valores existentes. Acreditar que o ser humano é o centro das atenções, de forma a valorizar a hospitalidade e acolhida na busca por manter pequenos negócios funcionando e auxiliar na renovação do empreendedorismo, proporcionando o surgimento de novas oportunidades empresariais.

Vamos incentivar a atitude de ir ao encontro do povo, participando ativamente da escola da vida. Não podemos ficar apenas restritos à produção literária, científica e ou acadêmica, dessa forma ficaríamos à margem dos problemas do presente, retardando a construção de um amanhã mais promissor. Devemos acreditar na justiça e verdade, sem paternalismos superficiais, preservando a visão social que possa gerar um novo ciclo virtuoso com otimismo responsável.

Nesse caminho, em especial no curto prazo, o missionário deverá resistir e suportar momentos difíceis sem desistir, transformando obstáculos em verdadeiros desafios no campo do bom combate. Mesmo com todos os esforços, temos que exercitar o saber esperar, ter a paciência necessária ao ritmo da reconstrução. Se não houver fé, não haverá um objetivo consistente que faça nos apaixonar pelo ato de fazer em prol dos que estão ao nosso redor.

A motivação de cada dia virá através da satisfação de fazer o bem, ver negócios voltarem a prosperar, pessoas conseguindo emprego, o governo aplicando corretamente seus recursos, redução das desigualdades, queda da corrupção, abominação das vaidades, dentre tantas outras faltas de nossa sociedade, já tão assolada por uma pandemia que tem nos levado a desesperança. Não podemos nos desanimar com o aparente fracasso de nossa sociedade, a força e valor de um povo é marcada pela garra de recomeçar sem desanimar, levando bem estar e alegria humanizada a todos os lares e famílias.

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