Edvaldo Araújo
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Chegamos a uma semana da votação do segundo turno de uma eleição completamente atípica. Desde a redemocratização, particularmente, não havia visto uma eleição tão marcada por uma agenda moral. Questões de gênero, religião, família, entre outras, dominaram os “debates” (que não verdade, não houveram). Finalizamos sem sabermos o que pensam os candidatos sobre pontos cruciais para o País como a questão previdenciária, reforma política e tributária. A agenda política esvai-se entre brigas de whatsapp e fake news.
O resultado disso tudo é que o próximo presidente da República deve chegar ao Planalto com um cheque em branco, com relação a compromissos assumidos na campanha.
Isso é ruim. Na maioria das vezes, vimos compromissos assumidos não serem assumidos. Imagine como devem agir quem não assumiu compromisso.
No frigir dos ovos, estamos entre uma agenda nacionalista, emoldurada por liberais, e uma agenda social-democrata, já devidamente visitada, com tons “bolivarianos”.
A eleição do próximo domingo deve inaugurar um novo tempo, de saída do governo de coalizão que marcou este período de redemocratização. Porém, a grande questão é saber que porta começamos a abrir. Com a resposta, o eleitor brasileiro.







