Um projeto editorial à espera de um editor; Por Paulo Elpídio de Menezes Neto

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“Os livros são uma mágica singularmente portátil”, Stephen King

A “Coleção Intérpretes do Ceará”, criada, em 2022, pelo Conselho Editorial da UFC, abrangia um projeto editorial com 40 títulos, a ser realizado em 4 anos [2022/2026]. Cerca de 15 titulos foram publicados, entre reedições e novos lançamentos pelo “Editora Imprensa Universitária” da UFC, ao longo dos anos de 2022/23, sob a coordenação do Conselho Editorial da UFC, do qual fui presidente na gestão do reitor Cândido Albuquerque [2019/23].

Registros sobre o projeto integram os dois volumes do meu livro CONVERSA DE LIVRARIA, publicado em 2024 pela Oficina da Palavra.

Descreve-se ali um capitulo importante da história editorial recente do Ceará. Das novas estratégias para identificação de textos relevantes, em meio a teses acadêmicas recolhidas a plataformas, e da realização de pesquisas primárias com vistas à qualificação de temas, foram definidos os campos de estudo que caracterizassem os mais importantes “intérpretes” do Ceará. Foram muitos os colaboradores deste empreendimento, dentre eles, o prof. Joaquim Melo.

O Instituto do Ceará, sob a presidência do general Julio Lima Verde Oliveira, participou decisivamente da pesquisa na coleção dos números editados da Revista para a publicação de uma adição especial sobre os 200 anos da Confederação do Equador.

O projeto editorial da UFC nasceu com Martins Filho com a imprensa Universitária, ao estilo das “universities press” americanas, na década de 1950.

30 anos decorridos, dei-lhe, em 1980, a identidade de uma editora — as Edições UFC — com distribuição comercial para todo o país.

Em 2022/23, no reitorado Candido Albuquerque, reuni, a seu pedido, gráfica e editora, oficinas e editoração, máquinas e editores, para a produção de livros — na “Editora Imprensa Universitaria”. Prevaleceu o entendimento de que a construção gráfica do livro confunde-se, como parece evidente, em um mesmo e único processo editorial. O universo no qual desabrocham as ideias, fixa-se a sua formatação escrita e o papel absorve na sua textura o que vem a ser, afinal, o livro.

Esta particularidade organizacional não parece, entretanto, ter sido percebida pelos autores da reconfiguração de atividades estanques primitivas de estabelecimento gráfico e construção editorial, na estrutura da UFC.

Paulo Elpídio de Menezes Neto é articulista do Focus, cientista político, membro da Academia Brasileira de Educação (Rio de Janeiro), ex-reitor da UFC, ex-secretário nacional da Educação superior do MEC, ex-secretário de Educação do Ceará.

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