
Equipe Focus
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A Vale informou que irá pagar R$ 100 mil para cada família com vítimas fatais e não localizadas do acidente ocorrido em Brumadinho, Minas Gerais. A companhia ressaltou que o valor desembolsado independente de serem ou não empregados da empresa. “Isso nada tem a ver com indenizações, que precisam ser feitas em conjunto com as autoridades”, afirmou o diretor executivo da Vale, Siani Pires.
A Vale vai contratar uma equipe de profissionais do hospital Albert Einstein, sediado em São Paulo, que incluirá especialistas em trauma, luto e catástrofes. Eles se juntarão aos 100 profissionais de saúde da empresa que estão no local, prestando auxílio às famílias dos atingidos.
Apesar da paralisação das atividades da mina Córrego do Feijão, a companhia deve manter o pagamento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) ao município de Brumadinho. “A cidade de Brumadinho não vai perder nenhum royalty”, disse Siani Pires, acrescentando que a arrecadação do município no ano passado foi de aproximadamente R$140 milhões.
Para conter o avanço da lama, a Vale ressaltou que irá construir diques. Para isso, contratará o projetista que atuou no caso da ruptura da barragem da Samarco, em Mariana.
Como medida preventiva, a Vale vai instalar, a partir de amanhã , 30, uma membrana para a retenção de sedimentos em local próximo à captação de água da cidade de Pará de Minas, a cerca de 40 quilômetros de Brumadinho.







