
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
O Brasil compõe a lista de países “mais preparados” no Índice Global de Segurança em Saúde (GHS, sigla do termo em inglês), no entanto a resposta do País à pandemia não correspondeu à colocação brasileira no ranking geral (22º). Nesse ponto, o Brasil não está só. Os Estados Unidos (1º) e o Reino Unido (2º) são os dois melhores posicionados no Índice, mas estão juntos com o Brasil entre os piores desempenhos.
O Índice Global de Segurança em Saúde (GHS) é a primeira avaliação abrangente de segurança em saúde dos 195 países que compõem os Estados Partes do Regulamento Sanitário Internacional (RSI). O Índice GHS é um projeto da Iniciativa de Ameaças Nucleares (NTI) e do Johns Hopkins Center for Health Security (JHU) e foi desenvolvido com a Economist Intelligence Unit (EIU).
Essas organizações acreditam que, com o tempo, o Índice GHS estimulará mudanças mensuráveis na segurança nacional da saúde e melhorará a capacidade internacional para lidar com um dos riscos mais onipresentes do mundo: surtos de doenças infecciosas que podem levar a epidemias e pandemias internacionais.
O que mais chama a atenção no GHS é o ranking que mede a capacidade de dar respostas rápidas a uma epidemia (veja abaixo a coluna 3 Rapid Response to and mitigation of the spread of an epidemic)). O Brasil está muito bem colocado, em 10º lugar nesse critério. Reino Unido e os EUA estão em primeiro e segundo lugares. No entanto, a resposta desses países está longe de demonstrar agilidade.
Um ponto une os três: a negação do enfrentamento organizado e unificado na hora em que o coronavírus chegou em seus territórios.
Países como o Uruguai (81º) e o Vietnã (73º) se saíram muito melhor.
Veja a seguir os resultados considerando os seis critérios usados pelo GHS.








