
Equipe Focus
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Patenteado pelo Laboratório de Biotecnologia Biologia Molecular da Universidade Estadual do Ceará (Uece), uma invenção está propondo o uso de um coranavirus aviário atenuado, que está no mercado há décadas, que não causa infecção, em seres humanos. A ação é baseada em várias publicações que mostram que os indivíduos que manipulam a referida vacina em avicultura, desenvolvem a produção de anticorpos específicos contra o IBV e não causa doença e nem faz reação cruzada com outros Coronavírus.
“A patente se situa no campo da biotecnologia e imunologia, certamente o da preparação vacinal com fins médicos e de saúde pública, baseada na nova utilização (segundo uso) de um vírus vivo atenuado para uso deste como modelo de imunização em mamíferos, inclusive em humanos, contra SARS-CoV-2.”, explica o pesquisador e doutorando do Programa da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio/Uece), Ney de Carvalho Almeida.
O projeto está finalizando a primeira fase de estudos e até o presente momento apresentou resultados satisfatórios quanto à eficácia de uma vacina futura contra a COVID-19. Em testes de soroneutralização, os anticorpos produzidos em camundongos imunizados com o IBV foram capazes de neutralizar a entrada do SARS-Cov-2 em células vero (linhagem de células usada em culturas celulares). Este é um teste padrão para verificar o efeito de proteção contra vírus. A equipe de pesquisa conta ainda com o docente do mesmo Programa na Uece, Mauricio Fraga van Tilburg.







