Finanças Descentralizadas e Criptoativos: protocolo para operações de financiamento

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Alan Kardec, mestre em administração como foco na tecnologia blockchain e finanças descentralizadas e diretor de inovação da Fintech Moeda Seeds. Foto: Divulgação

O mundo vem definindo um novo modo de operar a economia que conhecemos, de uma economia estruturada na regulamentação para uma economia líquida, ou economia tokenizada, regulado por tecnologias desenvolvidas para um mundo mais descentralizado. Neste ponto sobressai a tecnologia blockchain que, traduzindo, significa: um livro de razão pública (ou livro contábil) que faz o registro de uma transação de forma que esse registro seja confiável e imutável.

Embora essa economia líquida, definida por tokenização de ativos seja relativamente nova, é uma realidade econômica que movimenta trilhões de dólares no mundo. E o que são finanças descentralizadas (DeFi)? São ofertas de aplicações financeiras inovadoras, acessíveis e descentralizadas, a partir de um ecossistema transparente, de baixo custo, seguro e imutável, que utiliza ativos digitais para transações peer-to-peer (P2P) de valores, contratos, serviços e experiências, substituindo consideravelmente, os modelos econômicos centralizados, em geral com maior custo, baixa transparência e também com baixa característica inovadora baseado em uma arquitetura blockchain.

E por que aplicar no segmento do turismo? A indústria do turismo representou nas últimas décadas um dos maiores e mais promissores setores da economia mundial de grande expressão na geração de empregos. De acordo com o The World Travel and Tourism Council Travel and Tourism Economic Report, em 2019, o setor representava cerca 10,3% do emprego global, o equivalente a um em cada 10 empregos a nível mundial.

Análio Rodrigues, consultor em Finanças para Inovação e CFO Uniweeks. Foto: Divulgação

Contudo, a pandemia causada pelo Covid-19 afetou o setor do turismo global com impactos sem precedentes. Segundo dados da OMT – Organização Mundial do Trabalho, o recuo chegou aos níveis de 30 anos atrás, com uma retração estimada entre 70% a 75% e prejuízos ao redor dos USD $1,1 trilhão em receitas internacionais. As sequelas da Covid-19 para o turismo mundial são reais, mas não irreversíveis.

A reconstrução deste setor e a retomada de sua capacidade operativa implica na adoção de soluções inovadoras e disruptivas e no desenvolvimento de alternativas que assegurem sustentabilidade e segurança. Por outro lado, há uma demanda reprimida que representa um grande desafio para toda a cadeia envolvida. Esse tema interessa aos executivos em finanças, porque é impossível não o trazer como pauta para o mercado.

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