COVID-19: Secretário de Saúde do Amazonas é preso pela Polícia Federal

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Marcellus Campêlo. Foto: Divulgação/Secom

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi preso nesta quarta-feira, 2, em Manaus. Ele foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto, ao sair de um avião. A Polícia Federal investiga se funcionários da Secretaria de Estado de Saúde fizeram contratação fraudulenta, com o objetivo de favorecer grupos de empresários locais, para a construção de hospital de campanha.

Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão em Manaus e Porto Alegre. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça, que também determinou o sequestro de bens que superam os R$ 22,8 milhões.

Na manhã desta quarta, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra a cúpula do governo do Amazonas por suspeita de desvios de recursos para o combate à COVID-19. A PF cumpriu mandados judiciais na casa do governador do Amazonas, Wilson Lima, e determinou a prisão temporária do secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, que não foi encontrado pela manhã.

Irregularidades
De acordo com a investigação, contratos assinados em janeiro de 2021 com o governo do estado para diversos serviços, como lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem para o hospital de campanha, têm indícios de irregularidades no processo de licitação, prática de sobrepreço e a não prestação de serviços contratados.

De acordo com a PF, esse hospital de campanha não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia e o local coloca pacientes e funcionários em risco de contaminação. Além disso, é investigada a compra de respiradores por intermédio de uma loja de vinhos em 2020.

Um dos mandados foi realizado na casa do empresário Nilton Costa Lins Júnior, proprietário do hospital contratado temporariamente pelo governo do Amazonas para cuidar de pacientes com covid-19. Os policiais chegaram a ser recebidos a tiros, mas ele acabou sendo detido.

Os responsáveis pelas irregularidades poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. Caso sejam condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de prisão. As informações são do serviço brasileiro da agência alemã Deutsche Welle.

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