
Equipe Focus
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O presidente da CPI da COVID, Renana Calheiros, enviou uma nota aos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol pedindo que os profissionais boicotem a Copa América
“Não realizar e não participar da Copa América no Brasil não é um ato político, é um gesto de respeito à vida de milhões de famílias enlutadas pela morte e por cicatrizes incuráveis. É adotar a mesma disciplina técnica e científica que todos da Comissão Técnica e todos os Jogadores obedecem, desde sempre, todos os dias”, destacou no documento. As informações são do Antagonista.
“O Brasil não oferece segurança sanitária de acordo com dados objetivos para a realização de um torneio internacional dessa magnitude no país. Além de transmitir a falsa sensação de segurança e normalidade, oposta à realidade que os brasileiros vivem, teria o efeito reprovável de estimular aglomerações e transmitir um péssimo exemplo. Pelo atraso da vacinação, estamos muito distantes da cobertura vacinal mínima para pensar em retomadas da vida normal”, completou o parlamentar.
Mudança de sede
Inicialmente, a Copa América seria realizada na Colômbia. Por conta de protestos que envolviam questões políticas e sociais, mudou-se para Argentina.
Os argentinos, por sua vez, informaram que não teriam condições de receber o evento por conta de um grave surto de COVID-19, com a explosão de casos em poucas semanas.
A opção foi o Brasil. CBF e Conmebol acordaram a realização do torneio. O presidente Jair Bolsonaro deu o “Ok”, chegando a confirmar quatro sedes nos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e um quinto que “chegou atrasado”. Bolsonaro não revelou o nome.
Depois, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, consertou a informação. Em vez de Mato Grosso do Sul, quem receberia o torneiro era Mato Grosso.
São Paulo foi colocado na lista, mas o governador João Doria, opositor e crítico de Bolsonaro, afirmou que não havia condições de receber o torneio.
E o Nordeste? No Ceará, Camilo Santana não foi procurado pela CBF. O governador baiano Rui Costa destacou que não havia possibilidade de flexibilizar regras para que o Estado seja sede. “Seguiremos o mesmo padrão em relação ao futebol. Não será permitido público. Se a exigência é ter público, aqui na Bahia não terá”, afirmou.
Já Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, também falou que não recebeu nenhum convite. Ressaltou que não condições, estrutura física e segurança epidemiológica para o evento.
Pernambuco disse não à Copa América. Mesmo procurado, o Estado, por meio de sua assessoria de imprensa, entende a gravidade do momento por conta do coronavírus e ressaltou que “o atual cenário epidemiológico não permite a realização do evento”. O Estado é comandado por Paulo Câmara, do PSB.







