“A advocacia não é profissão de covardes”, por Gustavo Lopes

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Gustavo Lopes é advogado, Graduado em Direito e Pós-Graduado em Direito Civil e Processo Civil pela Unifor. Mestrando em Direito Privado pela Uni7 – Centro Universitário 7 de Setembro. Professor Universitário. Diretor Jurídico da Leão Matos Advogados Associados. Atualmente ocupa cargo de Procurador Geral da Câmara Municipal de Baturité e de Diretor na CAACE – Caixa de Assistência dos Advogados do Ceará no Triênio 2019/2021.

Por Gustavo Lopes
Post convidado

” A advocacia não é profissão para covardes”. Com esta afirmação, o advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto, militante defensor das garantias constitucionais e da democracia, encorajava a advocacia, a última trincheira na luta pela igualdade. As transformações ocasionadas pela pandemia do COVID-19, acarretaram grandes desafios a advocacia, ensejando uma revolução no atendimento dos clientes e no modo de administração do judiciário.

Os desafios passaram a ser constantes – e irreversíveis – a mutação da advocacia é creditada a múltiplos fatores, dentre eles as grandes transformações ocorridas nas áreas econômicas, políticas e sociais, o rápido avanço tecnológico, o fenômeno da virtualização, somando-se ainda a tudo isso, a maior crise sanitária da humanidade.

Diante de um cenário tão adverso, o exercício da advocacia em uma sociedade tão complexa como a brasileira que possui diversas contradições e características socioeconômicas e políticas diferentes, está sendo sem sombra de dúvida um ato de coragem.

O papel do advogado passou a ser ainda mais fundamental, uma vez que, na luta para produzir uma sociedade mais justa e fraterna e diante do caos apresentado pela crise sanitária, a advocacia não se acovardou e buscou assumir um papel decisivo neste contexto, especialmente pela contribuição para o estabelecimento e realização da igualdade, de direitos de proteção a vida e de atendimento, frente as reiteradas negativas da prestação de serviço pelas instituições e planos de saúde.

É foi dentro das premissas de proteção a vida e a saúde de forma universal, que a advocacia buscou no exercício do seu mister, colaborar com a construção e melhoramento das instituições neste período pandêmico, centrando na proteção dos direitos fundamentais e sociais, exemplificados aqui na proteção a vida, saúde e garantia do emprego para sociedade.

Neste caminho, o advogado assumiu no período de pandemia uma função não meramente profissional na sociedade, pelo contrário, contribuiu diretamente pela distribuição da igualdade, constituindo-se em uma via direta de acesso do cidadão ao judiciário no combate as distorções geradas pelo momento de pandemia do coronavírus.

A profissão é sem dúvida uma árdua tarefa, pois a busca pela verdade, exige acima de tudo coragem e consiste no trabalho de dados, pesquisas de doutrina, consultas a legislação e jurisprudência pertinentes a solução das demandas, sempre respeitando os limites da ética e legalidade.

Duvidas quanto ao futuro fazem parte a qualquer profissão, porém a Advocacia se demonstra no tempo, uma profissão essencial à sociedade. Por mais rigorosas que sejam as normas, sempre haverá conflitos que vão desafiar a necessidade de defensores e da defesa da ordem legal, pois nenhuma sociedade avança sem organização e respeito a direitos.

Essa luta pela profissão e suas premissas revela-se uma missão ininterrupta, com a luta pela liberdade, pela igualdade, pelo acesso a saúde, pela Ordem Legal, pela observância de princípios que constroem o processo civilizatório, e que colaboram com o triunfo do Direito, fazendo do advogado não somente um profissional, mas um instrumento de coragem, para manutenção, confirmação e obediência ao Estado Democrático de Direito.

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