
Equipe Focus
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Autoridades ucranianas negaram que os russos tenham cercado a cidade, mas disseram que as forças de defesa podem em breve ser forçadas a recuar, enquanto ainda houver uma saída. A cidade está entre os últimos grandes redutos ucranianos em Luhansk, que junto com Donetsk compõe a região de Donbass, na qual Moscou focou sua campanha militar depois de retirar suas forças do centro da Ucrânia.
“O exército russo está destruindo a cidade, bombardeando-a com tanques, artilharia e morteiros”, disse o governador da província de Luhansk, Serhiy Haidai, à televisão ucraniana na manhã deste sábado.
Na noite anterior, ele disse que as forças russas haviam tomado o complexo de resorts de Myr, no extremo norte de Severodonetsk, mas esperava que os ucranianos pudessem defender a cidade por pelo menos mais alguns dias. “Para não serem cercadas, nossas tropas podem receber ordens para recuar”, disse.
Haidai descreveu a situação como terrível para os civis em Severodonetsk. A estrada que sai da cidade em direção ao território ucraniano não era mais transitável para caminhões, disse, e os carros estavam sendo atingidos por balas enquanto dirigiam. Quase todos os moradores que restaram na cidade estavam em porões ou abrigos antiaéreos, sem eletricidade, gás ou água encanada, contou. A maioria dos 100 mil residentes da cidade já fugiu.
Também no sábado, a Rússia bombardeou a cidade portuária de Mykolayiv, no sul, de acordo com postagens feitas pelo prefeito Oleksandr Senkevych nas mídias sociais. Ele disse que um número desconhecido de civis foi morto no ataque.
O porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, disse neste sábado, em um briefing, que a cidade de Lyman, na região de Donetsk, estava completamente sob controle das forças armadas do país. A inteligência britânica descreveu Lyman como local estratégico em um importante entroncamento ferroviário e ponto de acesso a pontes ferroviárias e rodoviárias sobre o rio Siverskyi Donets.
Denis Pushilin, chefe da autodeclarada República Popular de Donetsk, apoiada pela Rússia, disse à mídia estatal russa nesta semana que, se Luhansk e Donetsk fossem capturados, um referendo seria realizado, de acordo com uma atualização da inteligência britânica divulgada no sábado.
Também neste sábado, a Rússia tomou medidas para aumentar o número de tropas para sua campanha militar, que deixou suas forças armadas com pesadas baixas. O presidente Vladimir Putin assinou uma lei que anula o limite máximo de idade para o alistamento militar. Anteriormente, apenas russos de 18 a 40 anos e estrangeiros de 18 a 30 anos eram autorizados a se alistar. A nova lei facilitaria o recrutamento de especialistas, incluindo aqueles com expertise em medicina e engenharia, disseram legisladores russos.







