A última dos bastidores: chapa com Izolda na cabeça e RC na vice

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Izolda e RC debatem políticas públicas: pode dar chapa pura para o Governo?

Com os bastidores da política fervilhando, o campo ficou fértil com todo tipo de conjectura. Algumas, com sentido. Outras, bastante improváveis. Uma última que chegou à redação do Focus merece atenção.

É o seguinte: um passarinho contou-me que a solução para o impasse na escolha do candidato ao Governo pelo PDT estaria resolvida. Pela informação colhida há, sim, candidatura bem encaminhada e a chapa governista seria, digamos, salomônica por, supostamente, contemplar a todos.

Vamos a essa criativa solução: Izolda Cela seria a candidata ao Governo, estancando a sangria da divisão na aliança. Porém, Roberto Cláudio seria seu vice, selando um pacto seguro para os próceres do PDT e o futuro do grupo hegemônico.

Como Izolda não poderá, por força da lei, se candidatar em 2026, Roberto Cláudio estaria, pelo suposto “acordo”, “escalado” para concorrer ao Governo daqui a quatro anos. “Chapa pura? Sim, um recuo nas intenções iniciais, mas com manifestação de força”, diz a fonte.

Considerando também a candidatura de Camilo ao Senado, supõe-se que a solução seria do agrado de aliados como o PT e o MDB. Restaria resolver o PSD de Domingos Filho, que quer o lugar de vice na composição. Além, é claro, de todos os outros arranjos necessários para contemplar os aliados.

No estilo inspirado na verve inteligente do saudoso Augusto Pontes, sugiro aos distintos leitores que optem pela seguinte classificação da tese: a coisa acerta o alvo ou é pedra na lua? Você escolhe.

Para o gênio Garrincha, a fila andava. Na política, também é importante que a fila ande.

Bom, de todo modo, há outra inspiradora “filósofia” a qual devemos recorrer: é preciso combinar com os russos. Ou seja, toda grande, criativa e irresistível ideia precisa ser articulada, conversada e testada.

Aproveito para explicar a origem dessa famosa frase e suas muitas variantes.

Reza a lenda que, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o técnico Vicente Feola fazia a preleção antes do jogo contra a Russia (na época, a URSS), favorita para vencer o torneio. Os “russos” eram conhecidos por sua eficiência técnica e física. Não foi à toa que havia ganho a medalha de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, exatos dois anos antes.

No vestiário, Felola, o estrategista, explicou detalhadamente na prancheta como ganhar o jogo: a saída de bola começaria preferencialmente com o habilidoso Nilton Santos, que passaria para um dos muitos craques do meio de campo. Na sequência, a bola seria lançada para Garrincha, que, pela direita, driblaria três marcadores e cruzaria para um dos atacantes fazer o gol.

Com ingenuidade ou ironia, como queiram, Mané Garrincha, o anjo índio das pernas tortas, então perguntou ao “professor”: “Seu Feola, o senhor já combinou com os russos?”.

Detalhe: sem combinar com os russos, Garrincha foi o melhor em campo com um show de dribles e a melhor estética que o futebol pode oferecer. Tanto que a blitz inicial brasileira configuou o que ficou conhecido como “os melhores três minutos que o futebol já vivenciou”.

No primeiro lance, Didi lançou Garrincha na extrema direita. Ao receber a pelota, o camisa 11 foi para dentro de Kuiznetzov, deixando o lateral soviético desorientado com uma sequência de quatro dribles. No quinto drible, a marcação ficou na saudade e o ponteiro canarinho arriscou um canhão carimbando em cheio a trave do temido goleiro Yashin, o Aranha Negra.

Logo depois, Didi recebe no miolo, lança Pelé e o então adolescente rei carimba novamente o poste. Sim, não há gol nos mais espetaculares três minutos da história do futebol.

Placar, 2 a 0. Sem combinar com os russos, o Brasil fez da URSS um tapete vermelho para ganhar sua primeira Copa.

A propósito, assistam a esse curta francês a respeito da partida. A mais pura magia.

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