Dólar descola do exterior, engata alta frente ao real e fecha a R$ 5,1582

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Freepik.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O dólar engatou movimento de alta na sessão de negócios desta quinta-feira, 11, e o real se descolou da valorização vista em boa parte de divisas emergentes e fortes. Analistas apontam questões internas, como as incertezas com questões fiscais e políticas, como fator que impede a moeda local de manter uma trajetória mais firme de valorização ainda que notícias externas tenham sido mais favoráveis para o enfraquecimento do dólar no âmbito global.

Cleber Alessie Machado Neto, gerente de mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, nota que o real indicou “algum desconforto” do mercado com os níveis na região de R$ 5,05, tocados na quarta-feira. “O mercado parece aproveitar os atuais níveis entre R$ 5,05 e R$ 5,10 para zerar posições vendidas, dando a crer que ainda não estaria confortável a ponto de alimentar os movimentos desencadeados pelo CPI e PPI abaixo do esperado nos EUA”, disse.

Assim, um dia após oscilar na região dos R$ 5,05, abriu com alta comedida. Pouco antes e logo depois da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, que veio bem menor que o consenso, o dólar bateu mínima a R$ 5,0640. Mas passou a subir com ímpeto após as 11 horas, em manhã na qual houve a leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros – Estado Democrático de Direito Sempre, que conta com aproximadamente 900 mil assinaturas.

O dólar no segmento à vista saiu da abertura cotado a R$ 5,0855 para fechar em alta de 1,44%, a R$ 5,1582, batendo em R$ 5,1713 na máxima intraday.

Matheus Pizzani, economista da CM Capital, ressalta que a volatilidade deve estar presente no mercado de câmbio brasileiro muito influenciada por questões domésticas. “Problemas internos agregam desconfiança para o investidor estrangeiro. A economia demorando um pouco para deslanchar e o adicionamento de custo à estrutura fiscal pesam. Por mais que tenhamos superávit primário este ano, que será impulsionado pela inflação, houve uma adição de custo significativa”, diz.

Na sua avaliação, essa situação impõe um piso para a cotação local. “Não acreditamos que o dólar fique abaixo de R$ 5,00 até o final deste ano. E, à medida que o período eleitoral for chegando, pode desvalorizar ainda mais”. “No Brasil, houve uma pancada para baixo com dados melhores de inflação nos Estados Unidos e, depois, um movimento de correção. Isso principalmente porque pelos problemas internos o Brasil se torna menos atrativo para absorver boa parte desses excedentes no mercado de câmbio, mesmo com nossa taxa de juros elevada”, ressalta.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Vorcaro teve prisão decretada em 2020, mas instituições falharam e a porta se abriu para os crimes em série

Apostas bilionárias e suspeitas antecipam ataque dos EUA ao Irã

Café da Serra de Baturité recebe selo nacional de Indicação de Procedência

Freio de arrumação no governismo do Ceará: ambições e a difícil engenharia da chapa de 2026

MP dos datacenters caduca e ameaça planos no Ceará, incluindo planos do projeto de R$ 200 bi no Pecém

Camilo, a missão, o ruído e o desconforto de Elmano

TikTok e Omnia contestam laudo do MPF sobre Datacenter de R$ 200 no Pecém

Do jeito que vai, eleição presidencial vai ser decidida pelo eleitor “nem-nem”

A política de segurança, a lógica do crime e os gigolôs da violência

PPP do Esgoto no Ceará: R$ 7 bilhões para universalizar saneamento em 127 cidades

Genial/Quaest: Lula segue com desaprovação maior que aprovação e perde fôlego entre independentes

Lula lidera, mas Flávio encosta e vira principal rival, aponta Genial/Quaest; Polarização se mantém

MAIS LIDAS DO DIA

O palacete da Praça do Carmo; Por Angela Barros Leal

Informalidade no Brasil recua para 37,5% e atinge menor nível desde 2020

Procon multa Fraport em R$ 3,1 milhões por falta de cadeiras no Aeroporto de Fortaleza

Paulo Câmara retorna à presidência do Banco do Nordeste após período de quarentena previsto em lei

Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Lucro da Petrobras cresce quase 200% e chega a R$ 110,6 bilhões em 2025