De olho nas pesquisas, vêm aí nova Ipec e nova Invox

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Vilãs das eleições de Fortaleza em 2020, as pesquisas estão sob constante pressão e escrutínio tanto da imprensa quanto dos partidos e políticos. Naquela disputa, há dois dias da eleição, o Ibope (hoje, Ipec) e o Datafolha apuraram índices bem distantes e bem além da margem de erro quando comparados ao resultado final. Vejam abaixo.

Datafolha: Sarto 57% x 43% Capitão Wagner
Ibope (Ipec): Sarto 61% X 39% Capitão Wagner

O resultado real das urnas: Sarto 51,69 % x 48,31% Capitão Wagner

O Datafolha não está fazendo pesquisas neste ano no Ceará. Contratado exclusivo do jornal O Povo por mais de 30 anos, o instituto ligado ao grupo UOL não repetiu a parceria. Para as eleições de 2022, o jornal da família Dummar optou pelo Ipespe, do sociólogo pernambucano Antônio Lavareda. As pesquisas do Ipespe usam a metodologia das entrevistas por telefone.

Agora no mercado com o nome Ipec, que é comandado por Márcia Cavallari, o instituto vem ai com nova pesquisa cujos resultados serão conhecidos na próxima sexta-feira. O Ipec usa o modelo de entrevista presencial. São 1.200 entrevistas com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela TV Verdes Mares.

Quem vem novamente com outra pesquisa é o Invox, que costuma ceder seus pesquisadores ao Ipec. O Invox é de Fortaleza, trabalhou para a campanha de Sarto em 2020 e agora foi contratado pela TV Cidade, que rompeu o acerto anterior com o Big Data. O Invox diz que vai entrevistar 1.600 pessoas com margem de erro de 2,45 pontos percentuais. A data de divulgação é 12 de setembro, segunda-feira.

No Ceará, há imensa disparidade entre o resultados das pesquisas até aqui. Todos têm suas próprias metedologias. No nível de polarização da política nacional, colocar ou não colocar no questionário a identificação partidária dos concorrentes a cargos majoritários é um diferencial importante. Aqui, por exemplo, as pesquisas que colocam PT colado ao nome de Elmano de Freitas mostram índices melhores para o petista do que as que não colocam.

Essa é a metodologia usada por alguns institutos como os paulistas Big Data e AtlasIntel. Para eles, trata-se de uma informação importante para identificar a real intenção do eleitor.

No fim das contas, após a contagem dos votos eletrônicos do primeiro e segundo turnos, vamos saber qual o instituto que mais se aproximou do resultado real (FC).

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