Governo Federal regulamenta autocontrole na defesa agropecuária

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Colheita de trigo, colheita de grãos

Em cerimônia realizada ontem (31) em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinaram o decreto que regulamenta os programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária. O decreto também regula o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, abrangendo os setores de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, e produtos destinados à alimentação animal.

Publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira (1), o decreto estabelece novos procedimentos de inspeção e fiscalização da defesa agropecuária baseados em risco. Com a nova regulamentação, o estado poderá destinar recursos priorizando situações de maior risco à coletividade, evitando desperdícios em casos de baixo risco ou risco desprezível.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, a nova regulamentação demonstra o compromisso do governo em preservar os objetivos da defesa agropecuária e respeitar a autonomia da iniciativa privada. “Esta regulamentação marca uma mudança de abordagem no modelo regulatório da defesa agropecuária, permitindo a aplicação pioneira de um ‘modelo regulatório responsivo'”, destacou Fávaro, ressaltando a importância do diálogo entre reguladores e regulados e a transparência nos processos.

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, explicou que o Decreto do Autocontrole permitirá ao estado direcionar recursos para situações de maior risco à coletividade, ao mesmo tempo em que confere mais responsabilidade ao agente privado, sem prejuízo das ações de regulação e fiscalização, competências indelegáveis do estado.

No modelo de autocontrole, os agentes privados terão a responsabilidade de implantar, executar, monitorar, verificar e corrigir procedimentos e processos de produção e distribuição de insumos agropecuários, alimentos e produtos de origem animal ou vegetal. O objetivo é garantir a inocuidade, identidade, qualidade e segurança desses produtos, promovendo uma fiscalização mais eficiente e moderna, retirando o intervencionismo do poder público e estabelecendo um perfil de inspeção e fiscalização mais inteligente.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Deu no New York Times: A blindagem silenciosa das vacinas na velhice

Ibovespa rompe 166 mil e mercado compra a tese de virada política no Brasil

Ao lado de deputados evangélicos, Ciro assume candidatura ao Governo: “Vou cumprir minha obrigação”

Em dez pontos, Guimarães expõe o mapa de riscos do lulismo em ano pré-eleitoral

Brasília e Ceará entram em ebulição com articulação para Camilo na Justiça; Saiba causas e efeitos

Compromisso zero: a fala de Ivo que tensiona a base de Elmano

Governo puxa de volta 30% do Banco do Nordeste: ajuste técnico ou sinal de mudança maior?

Camilo fora do MEC muda o jogo no Ceará e trava, antes da largada, a estratégia de Ciro para 2026

Ari Neto representa o Brasil no EY World Entrepreneur of the Year™️

Hapvida sinaliza sucessão no comando e redesenha cúpula executiva

Movimentos de Rueda em PE e no CE revelam nova lógica do UPb e reconfiguram o jogo político no Ceará

AtlasIntel revela consenso nacional contra o dono do Banco Master e expõe crise de confiança no sistema financeiro

MAIS LIDAS DO DIA

Como antecipado no Focus, Camilo sinaliza saída do MEC para liderar campanha contra Ciro; O que isso importa?

Mercosul, Europa e democracia: o Brasil de volta ao centro; Por Acrísio Sena

A Suprema Corte, a Democracia, a Soberania e a Ética; Por Gera Teixeira

Demissão após tratamento de dependência química gera condenação no TST

Autonomia universitária não obriga nomeação do mais votado em eleição para reitoria, decide STF

André Fernandes e Nikolas Ferreira lideram caminhada até Brasília contra prisão de Bolsonaro

Cesta básica cai no país e Fortaleza lidera redução no Nordeste no segundo semestre de 2025

Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações do Ceará, que crescem 72% e alcançam US$ 447 milhões em 2025

Das ditaduras ao “autoritarismo democrático” latino-americano; Por Paulo Elpídio