Preço dos alimentos deve sofrer aumento devido aos efeitos da estiagem prolongada

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Cesta básica. Foto: Reprodução

O fato: A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou que sua cesta Abrasmercado registrou em agosto a segunda queda consecutiva nos preços. O indicador, que acompanha a variação de uma cesta com 35 produtos de largo consumo, apresentou um recuo de 1,32%, com a média nacional de preços passando de R$ 742,60 para R$ 732,82. Apesar dessa queda, a Abras prevê aumento nos preços nos próximos meses, influenciado por condições climáticas adversas, como estiagem prolongada e queimadas.

Contexto e impactos: A projeção de alta de preços tem como foco principal os vegetais, frutas e legumes, cuja oferta no campo deverá ser impactada até o final do ano. Além disso, o café torrado e moído já acumula uma alta de 20% no ano, tendência que deve continuar pressionando o consumidor. Outro produto afetado será o açúcar, com expectativa de aumento de preços devido à redução na oferta causada pelas queimadas. A demanda por açúcar também segue aquecida, tanto pelo consumo das famílias quanto pela indústria alimentícia, de bebidas e farmacêutica.

O impacto das queimadas também deve ser sentido no setor de proteínas animais. Com a redução das áreas de pastagem, os pecuaristas enfrentam maiores custos com a alimentação do gado, que são repassados ao consumidor final. Tradicionalmente, os preços das carnes já se elevam no segundo semestre devido às festas de fim de ano e ao crescimento das exportações, o que pressiona ainda mais os preços das demais proteínas, como frango e suínos.

Projeções de consumo: Apesar das previsões de alta, o consumo nos lares brasileiros registrou crescimento em agosto. Segundo a pesquisa da Abras, o consumo acumulou alta de 2,54%, atingindo a projeção de crescimento de 2,50% para o ano. O movimento foi impulsionado pela segunda queda consecutiva nos preços dos alimentos e bebidas para consumo em domicílio, com a inflação nesse grupo recuando -0,73% em agosto, após um recuo de -1,51% em julho.

O aumento no consumo também foi favorecido pela sazonalidade do Dia dos Pais e pelo efeito-calendário, já que agosto contou com cinco finais de semana, ante quatro em julho. Outros fatores que têm favorecido o consumo doméstico incluem a recuperação gradual do emprego formal e as transferências de recursos dos programas sociais do governo federal.

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