Crise na saúde pública e falta de transparência: o medíocre fim da gestão Sarto

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A crise na saúde pública de Fortaleza, simbolizada pelo colapso do Instituto Doutor José Frota (IJF), dos Gonzaguinhas e demais unidades de saúde, revela não apenas a óbvia incompetência administrativa, mas agora sabe-se que tudo foi varrido para debaixo do tapete por causa da campanha eleitoral na qual José Sarto tentou reeleger-se, mas foi reprovado de forma humilhante pelos eleitores.

O prefeito, que se mostrou mais preocupado em brincar de influenciador digital durante a campanha do que se apresentar como um gestor público sério e responsável, agora expõe outro grave faceta: a dificuldade premeditada em garantir uma transição de governo como determina a lei e as regras da civilidade política.

O prefeito eleito, Evandro Leitão, trouxe à tona o descompasso dessa transição. “A relação é respeitosa, mas os dados não chegam às nossas mãos. (Querem) dizer que está tendo uma transição, quando na realidade não está, porque transição para mim é um momento onde se transmitem os dados dos mais diversos segmentos, não só do eixo da saúde, mas de toda a Prefeitura […] Mas nós não choramingar, pelo contrário”, declarou Evandro. Apesar de não especificar quais informações estão sendo retidas, a fala deixa claro o descaso e a opacidade da gestão atual.

A postura de Sarto e seus principais assessores de gabinete não é apenas desrespeitosa com o prefeito eleito e sua equipe. A atitude vitimiza a população. Principalmente os mais pobres. Como enfrentar uma crise tão grave na saúde pública se até os dados básicos estão sendo tratados como segredo? Sinal de uma administração que pratica mesquinhos jogos de interesses.

A verdade é que a crise na IJF e nas unidades de saúde é o reflexo de uma gestão que falhou em todas as frentes: no planejamento, na execução e, agora, na transição. Faltam medicamentos, insumos e equipamentos, e agora sabe-se que também faltam dados! O que sobra, infelizmente, é a velha política de maquiar problemas. Só que não há ninguem para culpar, não é mesmo?

Mas, se é assim na saúde, certamente é assim em outras áreas vitais. Fortaleza não precisa de mais discursos vazios e gestor ausente que mora na cidade vizinha. O caos na saúde pública e a falta de transparência é a herança deixada por uma gestão que entrerrou defintivamente a ideia de eficiência e resultados.

Mas o povo, que sofre na pele as consequências, parece ter entendido tudo com muita antecedência. Não foram à toa os parcos 10% obtidos por Sarto na contagem final dos votos de outubro passado.

A história registrará que enquanto os cidadãos clamavam por saúde, o prefeito fazia pose com dancinhas e óculos engraçadinhos. E isso não será esquecido.

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