Ceará reage a ofensiva dos EUA na Venezuela

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Foto: Reprodução

O fato: A ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, anunciada nesta sexta-feira (3) pelo ex-presidente Donald Trump e associada à captura de Nicolás Maduro, provocou repercussão no Ceará e revelou diferenças claras de posicionamento entre lideranças políticas do Estado.

O contexto: A ação americana reacendeu o debate sobre soberania nacional, direito internacional e limites de intervenções externas. Enquanto parte da classe política vê a operação como um marco contra o regime venezuelano, outra parcela classifica o episódio como uma violação grave da ordem internacional e um risco à estabilidade regional.

As reações no Ceará: No plano estadual e municipal, gestores cearenses se manifestaram de forma crítica à ofensiva.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT) afirmou que a operação representa um “precedente extremamente perigoso” e alertou para os impactos de ataques militares contra países soberanos, defendendo o diálogo e a atuação de organismos multilaterais.

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT) também se posicionou contra a ação, destacando os riscos da interferência externa e a necessidade de uma resposta da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em sentido oposto, o deputado estadual Carmelo Neto (PL) utilizou as redes sociais para celebrar a captura de Nicolás Maduro e elogiar a operação conduzida pelos Estados Unidos. Em publicação feita nesta sexta-feira (3), o parlamentar classificou o líder venezuelano como ditador e afirmou que a ação representaria a chegada da justiça após anos de perseguições políticas e fraudes eleitorais.

A postagem teve ampla repercussão nas redes sociais e, até o momento, concentra a manifestação pública mais direta de um parlamentar cearense favorável à ofensiva americana.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT) se posicionou em linha com o governo federal, criticando a ação militar e reforçando a defesa da soberania dos países, do multilateralismo e da solução diplomática para conflitos internacionais. O posicionamento segue a orientação adotada oficialmente pelo Palácio do Planalto.

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