
O fato: A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 autoriza a criação de 78.674 vagas e o provimento de 85.128 cargos nos três Poderes, abrindo espaço para novos concursos públicos e para a recomposição do quadro de servidores ao longo do ano.
A autorização permite tanto o preenchimento de vagas já existentes quanto a criação de novos cargos, o que representa ampliação efetiva do quadro de pessoal e aumento de despesas, já previsto no Orçamento aprovado.
Os números: O impacto financeiro total estimado com despesas de pessoal em 2026 é de R$ 8,3 bilhões. Desse montante, R$ 4,2 bilhões ficam com o Executivo federal e R$ 2,7 bilhões com o Judiciário. A área de educação concentra parte relevante dos recursos, com R$ 2,2 bilhões destinados ao provimento de cargos em universidades e institutos federais.
O Executivo federal responde pela maior parte das autorizações, com 75.509 cargos criados e 79.872 cargos a serem providos. A educação lidera, com 22.580 vagas para professores e técnicos-administrativos. Fora desse setor, cerca de 48 mil cargos terão provimento imediato.
O Judiciário terá 6.983 vagas criadas e providas, com destaque para a Justiça Eleitoral, que concentra os maiores gastos devido às eleições. A LOA também prevê vagas no Legislativo, no Ministério Público, na Defensoria Pública da União, além de 8.209 postos para reforço das Forças Armadas.
Por que importa: A autorização amplia a perspectiva de concursos públicos em um cenário de déficit de pessoal em áreas estratégicas, especialmente educação, Justiça e administração federal, além de sinalizar prioridade do governo para recomposição do Estado.
Mesmo em ano eleitoral, concursos seguem permitidos. A restrição legal recai apenas sobre nomeações e posses nos três meses que antecedem o pleito, com exceções para reposições e, em alguns casos, para o Judiciário.
O que vem agora: A expectativa do setor é de concentração de editais, autorizações e homologações no primeiro semestre de 2026. Entre os destaques estão o Concurso Nacional Unificado e seleções de grandes estatais, como o Banco do Brasil, que devem movimentar o calendário antes do período de restrição eleitoral.






